
==============================================================

FILOSOFIA ESPRITA - VOLUME 1 JOO NUNES MAIA DITADO PELO ESPRITO
MIRAMEZ NDICE Nota da Editora Prefcio CAPTULO 1 = A Suprema
Inteligncia CAPTULO 2 = A Grandeza do Infinito CAPTULO 3 = Definio
Incompleta CAPTULO 4 = Existncia de Deus CAPTULO 5 = Intuio Divina
CAPTULO 6 = Produto da Educao CAPTULO 7 = A Matria  Efeito
CAPTULO 8 = O Que  o Acaso CAPTULO 9 = O Orgulho e o Egosmo CAPTULO
10 = A Natureza de Deus CAPTULO 11 = O Mistrio da Divindade CAPTULO
12 = Pensamentos Puros CAPTULO 13 = As Qualidades de Deus CAPTULO 14 =
Unidade do Criador CAPTULO 15 = Visualizao do Homem CAPTULO 16 =
Deus  Esprito CAPTULO 17 = No  Permitido CAPTULO 18 = O Vu se
Levanta CAPTULO 19 = A Cincia Humana CAPTULO 20 = Revelaes
Espirituais CAPTULO 21 = Atividade de Deus CAPTULO 22 = Extenso da
Matria CAPTULO 23 = O Que  Esprito? CAPTULO 24 = Atributos do
Esprito CAPTULO 25 = Independncia do Esprito CAPTULO 26 = Esprito
Livre CAPTULO 27 = Duas Foras e Um Comando CAPTULO 28 = A Misso da
Palavra CAPTULO 29 = Propriedade da Matria CAPTULO 30 = Formao da
Matria CAPTULO 31 = Modificaes da Matria CAPTULO 32 = Substncia
Primitiva CAPTULO 33 = A Fora de Deus CAPTULO 34 = Forma Molecular
CAPTULO 35 = Segredo do Espao CAPTULO 36 = O Vcuo No Existe
CAPTULO 37 = Deus e o Universo CAPTULO 38 = Criao do Universo
CAPTULO 39 = Formao dos Mundos CAPTULO 40 = Viajantes Siderais
CAPTULO 41 = Renovao CAPTULO 42 = Idade dos Mundos CAPTULO 43 = Os
Seres Vivos CAPTULO 44 = De Onde Vieram? CAPTULO 45 = Origem dos
Elementos CAPTULO 46 = Espontaneamente CAPTULO 47 = Origem do Homem
CAPTULO 48 = Aparecimento do Homem CAPTULO 49 = Do Grmen ao Homem
CAPTULO 50 = O Primeiro Homem CAPTULO 51 = Tronco de Raa Nota da
Editora       Por isso, estudar Kardec para conhecer e divulgar o
Espiritismo,  o compromisso de hoje, que nos devemos impor os
encarnados e desencarnados.       Como toda revelao  gradativa, as
lies Kardequianas quanto mais estudadas melhor se fazem compreendidas
em face do maior entendimento de quem as examina. Bezerra de Menezes (do
livro Seara do Bem, psicografado pelo mdium Divaldo Pereira Franco,
captulo 22).       Este  o primeiro de uma srie de vinte livros, em
que Miramez comenta as perguntas de O Livro dos Espritos, objetivando
orientar-nos no estudo dessa obra mpar, sem qualquer pretenso, a no
ser fornecer subsdios para melhor entend-la e trilhar com segurana o
caminho da Luz.       Por recomendao do autor, as perguntas e
respostas no foram transcritas, pois a consulta direta  obra se torna
indispensvel em qualquer poca. O que ele pretende no  decodificar O
Livro dos Espritos para o leitor, mas apresentar-nos alguns pontos para
nossa meditao, a respeito de cada pergunta.       Para facilitar a
leitura, esclarecemos que o nmero da pergunta de O Livro dos Espritos
(LE) analisada, est abaixo do ttulo, em cada captulo.
Rogando a Jesus que continue a abenoar o nosso humilde propsito de
servir em Sua seara, entregamOS a voc mais essa colaborao, esperando
que, atravs da leitura destas pginas, possa entrar em sintonia com a
bondade e a paz que so emitidas pelo Amor Maior. Prefcio       Em
quase tudo que falamos, partimos de um ponto que muito nos sensibiliza:
a caridade, nos dois pontos da existncia. Este livro  uma frao de
caridade da sabedoria. O nosso companheiro Miramez comenta. as perguntas
e respostas de O Livro dos Espritos, desde a primeira at a de nmero
cinqenta e um, com grande simplicidade, nos mostrando a amplitude dos
ensinamentos da Codificao.       A literatura medinica,
principalmente no Brasil,  portadora de um acervo enorme de
conhecimentos espirituais, que antes se encontrava escondido nas dobras
do tempo e que as mos dos benfeitores da vida maior tornaram conhecido
como celeiro inesgotvel dos preceitos imortais. No entanto, ainda
existem os cegos e aqueles que no querem ver.       As pginas de luz
esto espalhadas por toda a nao brasileira, como convites a todas as
criaturas, indicando caminhos e traando deveres, instruindo pessoas e
educando homens, para que o amanh no perca seu grande objetivo, o de
ser o verdadeiro paraso, onde haja abundncia do mel da fraternidade e
do leite do amor. Ns outros estamos trabalhando neste pas em cujo
futuro o Cristo confia sobremodo, refletindo a sua luz benfazeja por
todas as outras naes, cujos Espritos, ali estagiados, so nossos
irmos em Jesus. Aproximam-se as provas redentoras e coletivas da
humanidade, como que um vestibular, no sentido de passar para outro
curso, onde poder-se- aprender com mais profundidade o que  a
benevolncia e o amor de uns para com os outros.       Este livro  um
pequeno curso para despertar no estudante valores morais e espirituais.
Ele pode abrir caminhos para que a caridade se solidifique nos coraes
dos leitores, ampliando o saber em seqncias admirveis, pois as linhas
dos livros que se baseiam na Doutrina dos Espritos so assistidas pelo
grande rebanho empenhado em difundir o Evangelho de Nosso Senhor Jesus
Cristo, nesta ptria abenoada, com reflexos no mundo inteiro.
Queremos, pelo querer de Jesus, que todos os filhos de Deus se dem as
mos, e em um cntico da mais alta harmonia, compreendam os deveres mais
urgentes da amizade, aquela que no pode esquecer o perdo, do perdo
que no pode esquecer a fraternidade e da fraternidade que jamais poder
esquecer o Amor!       Meu companheiro, este livro  o primeiro de uma
srie, na mesma seqncia de conhecimentos, para que o princpio da
Doutrina avance na estrutura de conceitos luz da razo, buscando no
mais alm o que podes suportar. Se j fazes muitos tipos de caridade,
concitamos-te a mais uma: a caridade do Livro. Com base no Evangelho, o
livro desperta no corao o que nele dorme de mais sagrado e os domnios
dos sentimentos do bem crescem e se abastecem na prpria cincia da
vida.       Se j conheces a Doutrina dos Espritos, enriquecers teus
conhecimentos com esta obra e, se ainda no a conheces, procura l-la
conjuntamente com o livro que fez nascer a Doutrina Esprita. Assim, o
teu entendimento aflorar-se-, como uma luz que estava apagada, por
falta de oportunidade.       O Livro dos Espritos  um sinal das leis
universais. Quem nele estuda, meditando em seus ensinamentos, e com a
ajuda de outros livros que lhe do seqncia, passa a compreender que os
sinais so frases e que as frases so foras indicativas para a
libertao da alma.       Estamos confiantes nos homens que dirigem as
naes e nos que trabalham nos sentimentos das criaturas, porque Deus 
Esprito, e em esprito e verdade Ele comanda tudo e todos que saram
das Suas mos santas e sbias.       Que Jesus abenoe mais este esforo
do nosso companheiro que faz do tempo uma matemtica inesgotvel, e do
pequeno espao deste livro um fenmeno, de onde refletir muita Alegria.
Bezerra de Menezes       Belo Horizonte, 17 de dezembro de 1982. 1 0001
/ LE A Suprema Inteligncia           O primeiro interesse de Allan
Kardec foi saber dos Espritos que era Deus e eles responderam dentro da
maior simplicidade, mas com absoluta segurana: Deus  a Inteligncia
Suprema, causa primria de todas as coisas.           No poderemos nos
sentir seguros onde quer que estejamos, sem pelo menos alimentar a idia
de uma fonte criadora e imortal. O estudo sobre o Senhor nos d um
ambiente de f que corresponde, na sua feio mais pura,  vontade de
viver. Sentimos alegria ao entrarmos em contato com a natureza, pois ela
fala de uma inteligncia acima de todas as inteligncias humanas, de um
amor diferente daquele que sentimos, de uma paz operante nos seus
mnimos registros de vida. O Deus que procuramos fora de ns est
igualmente no centro da nossa existncia, porque Ele est em tudo, nada
vive sem a sua benfeitora presena.           O Criador estabeleceu leis
na sua casa maior, que cuidam da harmonia na manso divina, sem jamais
esquecer do grande e do pequeno, do meio e dos extremos, para que seja
dado, a cada um, segundo as suas necessidades. No existe injustia em
campo algum de vida, pois cada Esprito ou coisa se move no ambiente que
a sua evoluo comporta; da resulta o porqu de devermos dar graas por
tudo o que nos  colocado no caminho.        justo, entretanto, que nos
lembremos do esforo individual, e mesmo coletivo, de sempre melhorar,
como sendo a nossa parte, para alcanarmos o melhor. Aquele que acha que
tem f em Deus, mas que vive envolvido em lugares de dvida, com
companheiros que no correspondem s suas aspiraes de esperana, ainda
carece da verdadeira f, iluminada pela temperatura do amor.  a
confiana que requer reparo.       Assim sucede com todas as virtudes
conhecidas e, por vezes, vividas por ns.       Estudemos a harmonia do
Universo, meditemos sobre ela, pedindo ao Mestre que nos ajude a
compreender esse equilbrio divino, porque se entrarmos em plena
ressonncia com a Criao, sanar-se-o todos os problemas, sero
desfeitas todas as dificuldades e todos os infortnios cessaro. Somente
depois disso, pelas vias da sensibilidade e pelo porte espiritual que
escolhemos para viver,  que teremos a resposta mais exata sobre que 
Deus.       Conhecer e Amar so duas metas que no poderemos esquecer em
todos os nossos caminhos. Estes dois estados dalma abrir-nos-o as
portas da felicidade, pelas quais poderemos viver em pleno cu, mesmo
estando andando e morando na Terra. A Suprema Inteligncia est andando
conosco e falando constantemente aos nossos ouvidos, em todas as
dimenses do entendimento, porm, ns ainda estamos surdos aos seus
apelos e passamos a sofrer as conseqncias da nossa ignorncia.
Todavia, o intercmbio entre os dois mundos acelera uma dinmica
sobremodo elevada a respeito das coisas divinas, para melhor compreenso
daqueles que dormem, e o Cristo, como guia visvel atravs das
mensagens, toca os clarins da eternidade anunciando novo dia de
libertao das criaturas, mostrando onde est Deus e que  Deus, que nos
espera, filhos do seu Corao, de braos abertos, como Pai de Amor. 2
0002 / LE A Grandeza do Infinito             O infinito, como que
desconhecido para todos ns,  a casa de Deus, cujas divises escapam
aos nossos sentidos, mesmo os mais apurados. O Pai Celestial est, por
assim dizer, no centro de todas as coisas que existem e, ainda mais, se
encontra onde achamos a permanncia do nada.       Se acreditamos
somente naquilo que vemos e que tocamos, somos os mais infortunados dos
seres, pois, desta forma agem tambm os animais. A razo nos diz, e a
cincia confirma pelas inmeras experincias dos prprios homens, que o
desconhecido tem maior realidade. O que as almas encarnadas no vem e
no podem tocar definem a existncia de fora energtica, seno
inteligncia exuberante, capaz de nos mostrar a verdadeira grandeza do
infinito em todas as direes do macro e do microcosmo.       Se
sentimos dificuldade para definir o que  a vida, certamente no sabemos
explicar o que  o infinito, que est configurado na ordem dos mistrios
de Deus. Compete a ns outros darmos as mos em todas as faixas da
existncia e alistarmo-nos na escola do Senhor sem perda de tempo, sem
desprezar o espao a ns oferecido, por misericrdia do Criador.
Estamos situados em baixa escala, no pentagrama evolutivo. Falta-nos a
capacidade de discernir certas leis que regem o universo, como as leis
menores que nos sustentam todos em plena harmonia, como microvidas nos
cus da Divindade. Devemos estudar constantemente, cada vez mais, no
grande livro da natureza, cujas pginas somente encontraremos abertas,
pela viso do amor. Nada errado existe na lavoura universal, o erro est
em quem o encontra.       Basta pensarmos que o perfeito nada faz sem o
timbre da sua perfeio, para crermos que tudo se encontra onde deve
estar e onde a vontade do Senhor desejar.       Vivemos em um mundo de
duras provas, de reajustes em busca da harmonia. O Cristo  a porta
dessa felicidade, nos ensinando a conquistar este estado dalma com as
nossas prprias foras, porque Deus sempre faz primeiro a sua parte em
nosso favor, em favor de todos os seus filhos. Ningum  rfo da
Bondade Suprema.       O infinito  infinito para ns; para Deus  o seu
Lar, onde vibra o amor e onde o perfume exalante  a alegria na sua
pureza singular.  de ordem comum nos planos superiores, que devemos
comear pelas lies mais elementares, que nos despertam o corao,
primeiramente, para a luz do entendimento.       Querer buscar entender
o profundamente desconhecido, sem se iniciar nos rudimentos da educao
espiritual,  perder tempo e andar nas perigosas e escuras estradas da
ignorncia.       Se queremos conhecer alguma coisa, no que se refere ao
infinito, principiemos na auto-educao dos costumes, observando quem j
fez este trabalho, e copiemos suas lutas, que os cus da nossa mente
abrir-se-o e as claridades da sabedoria universal nos banharo com o
esplendor da conscientizao da Verdade.       Quem deixa para depois o
conhecimento de si mesmo e tenta a sabedoria exterior, desconhece a
verdadeira porta da felicidade. Cada Esprito  um mundo, um universo em
miniatura, onde mora Deus e vibram todas as suas leis, em ao
compatvel com o tamanho da individualidade. Assim, para entender o
infinito da Criao, necessrio se faz comear a entender o infinito da
alma. 3 0003 / LE Definio Incompleta           A Suprema Majestade do
Universo , por dignidade prpria, o Inconcebvel e o Incomparvel. No
 digno de um raciocnio apurado dizer que Deus  infinito. Se no
sabemos o que  o infinito, por faltar, ainda que seja uma abstrao,
sentido para tal, na mente dos povos, e mesmo dos Espritos, ele passa a
ter a sua existncia; e, se ele existe, foi criado. No pode ser, nem
ter os mesmos valores do seu Criador. A deduo formulada surge,
certamente, da pobreza de linguagem, nunca para diminuir a personalidade
central de todas as coisas. Nada se pode comparar ao Arquiteto
Universal; da sua vida estuante e vigorosa saem vidas com a marca do seu
amor incomparvel. Somos todos filhos do Amor.           Ns, os
Espritos encarnados e desencarnados, devemos nos contentar em sentir
Deus em todas as coisas, sem pretender o conhecimento completo da sua
magnnima natureza. Somente Ele conhece a Si mesmo           A nossa
evoluo, ou despertar,  gradativa em todas as circunstncias. O saber
sobre o Senhor nos vem pela fora do progresso, que no-lo entrega pelas
mos do tempo. Se a natureza no d saltos em campo algum de vida,
comecemos a estudar a ns mesmos com grandes vantagens em relao ao
conhecimento de Deus e, se quisermos avanar mais, entremos na escola do
Amor, que ele poder nos transmitir as primeiras lies sobre os
atributos da Divindade.       Somos Espritos imortais. Estamos
inseridos, se assim podemos dizer, no bojo do infinito, cujo movimento
lembra a inspirao e expirao que nos sustenta todos. Usamos de todos
os meios disponveis que j conhecemos para conhecer o desconhecido,
pois  a razo, a cincia, a filosofia e a prpria religio, que nos
induzem a isso; no entanto, somente o amor mais puro  que nos faz
sentir o nosso Pai mais prximo de ns, a pulsar dentro dos nossos
coraes e a nos dizer: A paz seja convosco, que traduz toda a
felicidade na brandura e suavidade do seu calor espiritual.       Se o
infinito passar a existir e for conhecido pelas almas com seus variados
mistrios, no poderemos tom-lo como a causa primria de todas as
coisas e, sim, como atributo da Inteligncia Maior. Todas as comparaes
que fazemos de Deus, todos os relevantes postos que a Ele atribumos O
diminuem em vista da nossa pobreza de linguagem, porque Ele , em
essncia, Incomparvel.       Deus  infinito nas suas perfeies, nas
qualidades inerentes a sua personalidade que se irradia em todas as
direes, que sustenta e d existncia a todas as dimenses do existir.
Ele  o Todo que se v e, muito mais, tudo o que os nossos sentidos no
alcanam.       Ele  Esprito e importa, sim, que O adoremos em
Esprito e verdade. Ele est presente nas claridades do mximo e na luz
do mnimo.       Ele vibra nas formas das estrelas e canta nos
movimentos dos tomos.       Ele faz mover todas as constelaes e
harmoniza todo o ninho csmico.     Ele sorri para ns atravs das
flores, e nos d as mos pelas mos dos nossos benfeitores.       Deus 
ternura, na ternura do seu corao.       Sabemos que toda definio, se
referindo a Deus,  incompleta; todavia, vamos transcrever a do Apstolo
Joo, por no encontrarmos outra melhor: Deus  Amor. Ainda assim,
entendemos que o Amor  atributo da Divindade. 4 0004 / LE Existncia de
Deus      A existncia de Deus se expressa cada vez mais, com
tonalidades fulgurantes, em toda a literatura humana, mostrando e
fazendo sentir a todos os povos que o Criador se encontra mais perto de
ns do que ns uns dos outros. Ele  a razo do nosso viver e, ainda se
conclui, que Ele no tem forma definida e  capaz de tomar todas as
dimenses, na proporo das necessidades de cada criatura. Deus est no
mximo, mas desce ao mnimo, desde que haja urgncia na evidncia de
suas qualidades aos sentidos mais apurados da alma.      O Senhor  a
ponte de comando de todas as religies, na feio em que estas podem se
expressar, onde foram chamadas a servir. Ele vigia os vus que regulam o
saber dos homens ante a prpria cincia, para que o equilbrio se
manifeste, Os grandes missionrios registram em tudo a sua presena
infalvel. Todas as filosofias falam da sua presena divina, pelos
recursos que a linguagem alcanou, e o progresso  o seu agente
revelador em todos os quadrantes do mundo.      No existe algum na
face da Terra que no creia em Deus. Existem, sim, alguns que ainda no
perceberam a sua paternidade, por orgulho ou ignorncia, o que no deixa
de ser a mesma coisa. Ele vibra em tudo e pronuncia a mesma mensagem em
tudo que ocupa um lugar no seu corpo ciclpico, na imensido
universal. E cada um, em cada coisa existente, registra a sua presena
insupervel, de acordo com o seu porte evolutivo; eis a a justia, o
prprio Amor.       Computando valores e somando idades, na cronologia
peculiar aos homens, a cada dia que passa, a cada ano que corre na tela
do nosso tempo, o Arquiteto Divino fica mais presente na nossa viso e
nos fala mais de perto, pelos registros dos nossos sentidos. No que o
Senhor se encontre mais ou menos longe. Ele est no mesmo lugar; ns
outros  que, pelo despertar dos valores espirituais, vamos
gradativamente abrindo as portas do entendimento, pelas mos da
maturidade espiritual.       Nenhuma pessoa, nenhum Esprito, nem algo
que exista,  rfo da misericrdia, da bondade e da presena de Deus,
que nos comanda todos. Essa  a grande esperana e a grande alegria que
nos impulsiona a viver.       Se no h efeito sem causa, no precisamos
de maiores explicaes para provar a existncia de Deus; basta
levantarmos os olhos para a extenso infinita dos mundos, que bailam nos
espaos, para a mecnica das galxias, que viajam em velocidades
incrveis na grande casa universal, para a vida dos sis, para a
harmonia do universo, e sentiremos constrangimento no centro da
conscincia, em negar a existncia dAquele que fez tudo isso, e a ns
tambm, por bondade e alegria.       E quando se fala na microvida, que
so caminhos diversos do macro, apresentando os mesmos roteiros do
infinito? Como negar aquilo que existe mais do que ns prprios? Ns, em
Esprito, ainda estudamos os princpios da funo biolgica dos homens.
O corpo fsico  a sntese do universo,  a cpia perfeita do
macrocosmo, que dever funcionar em plena harmonia com a Divindade,
quando o homem se conscientizar dos seus deveres perante a natureza. A
maior maravilha da Terra, em se falando das coisas materiais,  o soma
humano.       E os corpos espirituais a ele interligados, para que o
Esprito se manifeste? E o Esprito, essa gema divina? E a harmonia de
tudo o que existe?       Como no crer no Criador de todas essas coisas?
Comea, meu irmo, a pensar pelo menos no sol que d vida e sustenta o
ambiente em que moras e no ters outro caminho a no ser aceitar um
Criador que tenha, na linguagem comum, a Suprema Inteligncia.
Repitamos o que afirmou O Livro dos Espritos:      Procurai a causa de
tudo o que no  obra do homem, e a vossa razo vos responder. 5 0005 /
LE Intuio Divina           A telepatia entre os homens  um fato
constatado. Constitui-se em experincias de todos os reinos do saber. J
se conhece as suas causas e seus efeitos, com largos exemplos, nos
quatro cantos do mundo. J se sabe que cada criatura pode transmitir as
suas idias aos seus semelhantes, por vezes sem estar consciente desse
ato, comum a todos os seres. Muitos buscam a perfeio ou melhoramento
nas transmisses dos seus pensamentos, atravs de escolas, ou exerccios
especficos no silncio das coisas que se operam na vida.           E 
nessa verdade que encontramos outra mais sutil: se os encarnados podem
se comunicar entre si, pelos fios dos pensamentos, os desencarnados
igualmente o podem, e com mais propriedade, por se encontrarem livres
das cadeias da carne. E, se os homens trocam suas idias, na serenidade
das vibraes, asseguradas por leis que sustentam a harmonia, e se esses
mesmos homens desencarnados continuam esse processo de comunicao
recproca, como no pensar nas possibilidades de os desencarnados
transmitirem seus pensamentos aos encarnados pelo mesmo mecanismo?
Eis a a Mediunidade, que se estende em todas as direes, pelos
caminhos da sensibilidade, na regncia da lei do Amor, onde a
fraternidade abriu caminhos por meios da Caridade. Os homens sensveis,
querendo, podem negar, pois tm livre escolha nas suas atitudes, porm,
eles conhecem quando os pensamentos nascem da sua prpria mente e quando
procedem de fontes espirituais, dado o peso magntico das suas
vibraes. A conscincia registra todos os valores e d a conhecer 
mente instintiva e atuante a procedncia da conversa mental.
Usamos as comparaes acima citadas, para te dizer de algo excelente,
para te dizer do avano da razo, aprimorada na seqncia do tempo e
pelas bnos de Deus: queremos falar da intuio, que ser a faculdade
comum do futuro, por enquanto latente em todos os seres. E ela o veculo
divino capaz de orientar todas as criaturas e fazlas felizes, filha do
progresso espiritual, nascida no amanhecer das almas, ao despertarem
para a luz, para o entendimento das leis espirituais. Essa intuio, no
seu princpio se chamava instinto, dominando animais e homens nos seus
primeiros passos. E se os homens primitivos j possuam em suas
conscincias a idia de Deus e viviam em tribos espalhadas pela Terra,
sem condies de comunicao entre si, qual a origem dessa conscincia
de um Poder Supremo? E se no existe causa sem efeito, nem efeito sem
causa, essa causa ser, certamente, esse Deus que tanto amamos, que fala
a tudo e a todos da sua existncia, pelos processos compatveis com os
que devem e precisam escutar a sua voz dentro da alma.           A
certeza da existncia de Deus  a de que Ele existe. No h outra lgica
no mundo das dedues humanas e espirituais, e tudo que vive canta
louvores ao Criador, na dimenso que lhe  prpria; e ns, j na
condio de Esprito humano, como sendo as flores da grande rvore
plantada por Deus no jardim csmico, cantemos juntos, encarnados e
desencarnados, o hino de gratido ao Supremo Senhor do Universo, pelo
que somos e atingimos na escala da vida! Esse cntico deve ser
manifestado pela vida reta, mesmo nas estradas tortuosas onde nos
situamos. Busquemos a intuio divina, para que a Divina Intuio nos
ampare e nos desperte para a verdade que nos far livres! 6 0006 / LE
Produto da Educao       A educao nos estimula para as coisas mais
nobres da vida, sabemos disso; no entanto, ela  gradativa, de acordo
com a nossa evoluo espiritual. O modo de assimilao da educao nos
meios em que se estagia  diferente de uns para os outros, de acordo com
os dons despertados em cada criatura. A conscincia de cada alma
seleciona o que recebe, como produto do meio em que vive e d condies
 inteligncia, para que esta amplie os seus valores na pauta da sua
existncia, e recusa o que no lhe serve, por condies que j atingiu
no avano espiritual.       Toda herana  relativa, respeitando a
posio do herdeiro na vida. Consultando as grandes vidas na Terra, a
razo certificar-nos- dessa verdade. Os Espritos, mesmo os chamados
primitivos, quando reencarnam em um meio mais evoludo, no assimilam o
produto da educao oferecida, por no terem capacidade de entendimento
na altura dos seus progenitores, das escolas e livros. A assertiva de
que somos o produto do meio no encontra segurana nas leis da evoluo.
Podemos ser ou no esse produto, dependendo da faixa em que nos
situemos, com aqueles com quem convivemos. E perguntamos: onde
aprenderam os primeiros mestres? Qual a escola?       O aprendizado mais
atuante surge das trocas de experincias entre pessoas e naes;
entretanto, o surgimento do verdadeiro aprendizado das almas vem pelos
processos de despertar das qualidades que, por vezes, dormem em todos os
seres. Da  que dizemos, como j falaram todos os profetas, que Toda
sabedoria vem de Deus. Todo amor parte da sua magnnima personalidade.
A idia de Deus, na grande populao indgena que viveu na Terra e da
qual ainda restam uns poucos elementos,  uma prova irrefutvel de que
Ele existe e que no foi produto do meio. Foi revelao dos prprios
Espritos que circundavam e protegiam esses elementos, nas seqncias
evolutivas em que a vida os colocou.       Muitos dos senhores de
engenho que dominaram o Brasil por muito tempo, alimentavam e divulgavam
a idia de que a vida terminava no tmulo e que escravos eram animais de
carga. Todavia, mesmo de posse do poder da situao e da fora, no
tiravam dos cativos a crena da existncia de Deus e das almas, que
utilizavam nos batuques, os corpos dos sensitivos, para os animarem nas
suas provaes. Onde fica o produto do meio e da agresso? Quanto mais
sofre o Esprito, mais despertam suas qualidades espirituais, mais a
verdade o conduz para os caminhos da luz!       Certamente que no vamos
parar no exerccio sublime da educao e da instruo em todas as faixas
de vida e da vida, porque  nessa persistncia humana e divina que
fazemos a nossa parte, junto  j feita por Deus.     Os sentimentos
ntimos que todos temos, quanto  imortalidade da alma e  existncia de
nosso Pai Celestial, foi a primeira coisa divina colocada em nossos
coraes espirituais pelas mos do Criador, em forma de luz que nos
ilumina a vida. Essa certeza no se vende, no se d, ningum tira: 
nosso patrimnio, que brilha em ns com alegria e esperana, a nos falar
da felicidade eterna. A meta mais inteligente  educar e instruir. Por
esses meios todos os talentos desabrocham e a vida para ns passa a ser
uma vida em Cristo, na presena de Deus. 7 0007 / LE A Matria  Efeito
Indubitavelmente que a matria tem vida. No seu seio mais ntimo
notar-se-o fenmenos que por vezes escapam  inteligncia humana. H,
pois, obedincia s leis sutis que governam e sustentam toda a Criao.
Tudo isso que notamos na matria e que a observao cientfica comprova
so efeitos da Grande Inteligncia, que denominamos, com toda
satisfao, Deus.           Ns, no mundo espiritual, e na ao que nos
cabe pesquisar, continuamos em estudos profundos sobre o Criador.
Assistimos, em lugares apropriados, a luminares da eternidade expondo
conceitos que j puderam comprovar sobre o Grande Foco, sua vida e sua
interferncia em todas as direes da sua casa universal. E eis que,
para passar aos encarnados o que ouvimos  necessrio que obedeamos a
certas regras da comunicao com os seres, ainda envolvidos nos fludos
da carne.           Deus  realidade absoluta; o que podemos dizer  que
Ele vibra em tudo que existe.           Falando na mesma freqncia dos
homens, Ele  personalidade distinta no centro das suas criatividades.
Repitamos novamente: Ele  Esprito. Se assim podemos dizer, o Criador 
nico, porm, no seu gesto de trabalho se faz binrio, O que podemos
observar na extenso infinita  que Ele aparece e desaparece entre duas
respiraes do seu dinmico poder de viver, e seu hlito divino
interpenetra todas as coisas, marcando a sua presena, semeando vida e
dinamizando foras.       Somente poderemos conhecer um pouco do Grande
Esprito pelos seus atributos. Avanar mais, onde os nossos sentidos no
alcanam,  perda de tempo e falta de compreenso e obedincia a
determinadas leis, que marcam os limites do nosso saber. Se queres
entender mais, a meditao, depois do trabalho honesto,  um caminho
excelente para o conhecimento mais acentuado do Criador, Ns O
conhecemos mais, no pelos nmeros, nem por ouvir falar; sentimos sua
presena quando a conscincia se apia no dever cumprido. Os Espritos
puros sentem Deus na profunda sensibilidade e expressam uma
tranqilidade imperturbvel no corao.       A matria  a mais baixa
vibrao da Divindade,  caminho criado por Ele para o despertar dos
seus filhos, que saem das suas mos luminosas e voltam para o ser ntimo
de vida. Essa viagem  um tanto ou quanto extensa, competindo a cada
criatura fazer a sua parte, na aquisio da sua prpria paz espiritual.
Os sentidos dos homens, mesmo dos mais elevados, em comparao com a
pureza espiritual dos benfeitores da humanidade, so apagados, pois se
distanciam milhes de anos entre uns e outros na escala evolutiva, mas,
alegramo-nos em dizer que eles tambm passaram por onde estamos, como
estamos avanando para o reino onde eles permanecem trabalhando.
Voltando ao assunto inicial, dignamo-nos a responder que, no ntimo da
matria poders encontrar Deus, porque as propriedades da matria falam
dEle, da sua grandeza espiritual, desde que tenhamos sentido para tal
pesquisa. Porm, esses fenmenos no so o Criador; so efeitos da Causa
Primria, manifestando-se nas formas transitrias. Pulsa na matria a
vida universal, o fludo csmico vibrante, dirigido pela mente do
Criador e obediente aos seus sentimentos. Ele sabe de tudo e est em
tudo, atravs dos seus atributos espirituais.       A matria, por mais
evoluda que seja, no demonstra inteligncia. Ela  movida pela
Inteligncia Suprema. Em se falando da Terra, somente no homem comea a
despertar a razo, que  conseqncia do princpio inteligente, mesmo
assim, sob o comando da Inteligncia Maior, Deus. 8 0008 / LE O Que  o
Acaso       O orgulho nos faz esconder Deus, pela fraqueza do
entendimento, colocando-O como acaso, palavra que nada expressa na
linguagem dos homens. E quem O desmerece esconde os seus prprios
valores, porque dependemos da sua iluminada presena e da sua magnnima
existncia espiritual. Se o acaso no existe, como compar-lo a um ser
que existiu sempre e que tem mais existncia do que toda a criao
junta? Absurdo dos absurdos!       Nada se faz por acaso. Para tudo
existem leis que nos pedem obedincia. Para que a harmonia se faa, 
justo que observes o mundo em que vives. No se pode viver sem que se
tenha leis para obedecer, e ao infrator vem logo a corrigenda. As coisas
espirituais obedecem s mesmas regras e o Comando Divino  vigilante,
operando em todos os sentidos para que estas leis sejam cumpridas, no
sentido de estabelecer a paz e o bem-estar em todas as direes da vida.
A alma j moralizada  obediente; ela estuda e compreende o que deve ser
feito e respeita todos os direitos alheios; por isso  que vive em paz
com a conscincia. Enquanto no trabalharmos os caminhos traados e
vividos por Jesus, permaneceremos em guerra em ns mesmos e sofreremos
as conseqncias da nossa ignorncia.       A prpria cincia dos homens
desmente o acaso, porque para tudo tem uma explicao lgica. A gestao
de um filho no ventre de sua me ou a formao de um fruto e de uma flor
era debitada na conta dos mistrios, atribuda ao acaso, por no se
saberem os fundamentos da prpria vida estuante e vigorosa em toda a
criao. Entretanto, agora, no sculo vinte, na hora da luz, quando os
Cus se aproximam dos homens, ou quando os homens abrem os coraes ante
outras dimenses da vida, no se deve falar em acaso, por esse assunto
marcar ou reavivar os caminhos da ignorncia espiritual. O acaso, ainda
que tivesse existido, teria morrido por falta de alimento.       Se todo
efeito tem uma causa, na deduo comum entre os homens, eis que os
efeitos invisveis esto apoiados em causas mais sutis do que pensas. Em
tudo, repitamos, existe um Comando Inteligente que de nada esquece, uma
Oniscincia operando para a harmonia de todas as coisas. Isso certamente
nos d muita alegria, e a esperana cresce para a dimenso do amor.
O respeito a Deus deve ser o primeiro ato de cada dia, como que uma
orao de agradecimento por tudo que recebemos do seu imensurvel amor,
e esse ato nos colocar mais prximo da sua ao benfeitora. Cumpre-nos
esclarecer que Deus est presente em nossa vida e faz o nosso viver,
deixando a nossa parte para que a faamos com as nossas prprias foras.
Mesmo assim, a sua misericrdia  tamanha que, se pedimos ajuda, alm da
que Ele nos d naturalmente, pela sua inestimvel bondade e o seu
inesgotvel amor a todos os seus filhos, Ele nos atender. Porm, no
nos faamos surdos s suas leis, para que no venhamos cair em novas e
piores tentaes.       Esqueamo-nos do nada e lembremo-nos do Tudo.
Esqueamo-nos da inrcia e lembremo-nos do trabalho. Trabalhando,
esqueamo-nos do dio e abracemo-nos, vivendo o amor, porque essa
disposio  verdade nos garantir a paz espiritual e a alegria
permanente no corao.       Vamos nos lembrar de Jesus com todo o
carinho, Ele que veio anunciar para todas as criaturas o Reino de Deus,
lembrando-nos que nenhuma das suas ovelhas se perderia, e que no existe
rfo na casa do Pai. Isso significa esperana para todos ns,
encarnados e desencarnados, pela presena da F. E bom que deixemos bem
claro que todas as combinaes da matria so foras de Deus na luz do
teu entendimento. 9 0009 / LE O Orgulho e o Egosmo       O
Esprito orgulhoso, encarnado ou desencarnado, se supervaloriza, criando
assim em torno de si, o seu prprio mundo, de sorte a querer desconhecer
os valores que no lhe pertencem e, principalmente, a Fonte Criadora de
todas as coisas. O orgulho est sempre ligado ao egosmo, estado
deprimente daqueles que o possuem. Ns, os moradores da casa terrena nos
dois planos de vida, estamos fechando o crculo de provaes e comeando
a perceber o fim do materialismo. Graas a Deus, est morrendo essa
poca de descrer da Paternidade Universal.       Compete aos prprios
homens erguerem seus pensamentos s alturas espirituais, reconhecendo e
fazendo com que os outros encontrem a segurana de todas as seguranas,
que  conhecer Deus dentro e fora de si e ouvir sua palavra a nos educar
por todos os meios e mtodos de que Ele dispe, pelas formas visveis e
invisveis da sua majestosa criao.       O egosmo contrai todas as
foras do Esprito e atrofia as sensibilidades, fazendo-as perderem o
contato com os agentes da Divindade, que nos trazem as notcias de vida
em todos os planos da vivncia espiritual. Ns podemos dizer, pelos
meios de que dispomos, que nada existe sem vida, mesmo a matria que
chamamos inerte. Em tudo manda a vida como vida de Deus.       O ser
orgulhoso deixa de conhecer os seus prprios poderes, inerentes  sua
personalidade. O ser egosta facilita condies para a sua angustiosa
solido e sempre  portador desses dois carrascos. No desconfia de que
est andando para o abismo sem o perceber.       Se queremos ser livres,
procuremos educar-nos e instruir-nos, e o caminho mais acertado  Jesus
Cristo. Ele  o Pastor Inconfundvel de todos ns; o seu amor nos
sustenta desde o princpio, nos abenoando em todos os caminhos e nos
dando vida em todas as circunstncias.       Meu filho, no duvides mais
da existncia de Deus. Se queres reconhecer seu valor, olha sua obra. Se
tudo est em plena harmonia, certamente que o seu Criador  perfeito em
todos os seus aspectos. Negar o Senhor nos dias que correm,  assinar o
atestado de ignorncia calculada, que desvincula o amor do corao e
separa a f do ambiente em que se vive. No lugar do orgulho, constri a
fraternidade, e na rea do egosmo, conquista o amor.       No s
diferente dos que j se realizaram na vida espiritual, e no existem
outros caminhos que no sejam os delineados pelos grandes missionrios
da Caridade. Falar no bem e viver no bem  a meta do Esprito
inteligente, que no se esqueceu da educao.       Quando admiramos uma
pintura famosa, a primeira coisa que desejamos saber  quem foi seu
autor. Pois bem, a natureza universal, de cujos benefcios desfrutamos,
 a mais bela pintura,  a mais engenhosa construo que podemos
contemplar. Faamos o mesmo, busquemos o seu autor. Encontraremos esse
Deus de que sempre falamos com toda a nossa alegria, com toda a
gratido. A obra reflete a inteligncia de quem a fez. Se ainda duvidas
da nossa fala, procura-O nas diversas literaturas espiritualistas, busca
meditar sobre Ele, que a sua presena tornar-se- visvel s tuas
sensibilidades, bem como ao teu raciocnio. E Ele passar a ser teu
companheiro permanente, porque abriste o corao  procura da sua
benfeitora luz.       J procuraste observar o teu prprio corpo e o seu
funcionamento inteligente? Foi o acaso que o fez? Se desconheces o teu
prprio corpo, foi algum mais capacitado que o planejou; procura esse
algum, que O encontrars sorrindo para ti, ajudando-te a desvendar os
mistrios que existem em muitos outros ngulos da vida. Livra-te do
orgulho e do egosmo, que encontrars as bnos do entendimento,
encontrars Deus dentro de ti. 10 0010 / LE A Natureza de Deus       A
natureza ntima de Deus escapa aos sentidos humanos, em toda a sua
trajetria evolutiva. Somente Deus se conhece. E o que no acontece
conosco; ns no nos conhecemos. Os mistrios a desvendar so infinitos,
em relao  Divindade. Na profundidade, ainda desconhecemos a prpria
matria que nos serve de veculo e, portanto, estamos longe de conhecer
o seu criador. Parar de estudar a sua personalidade majestosa 
desconhecer o valor do progresso, que sempre nos convida para avanar;
porm, dar saltos incompatveis com as nossas foras  quebrar a tnica
da nossa capacidade.       A ansiedade de conhecimento pode nos levar
aos extremos, no entanto, o bom senso nos chama a ateno para a
harmonia que dever nos guiar em todas as seqncias evolutivas.
Basta, por enquanto, saber que Ele existe e aprender algo mais sobre
seus atributos, que o tempo, impulsionado pela nossa vontade, dar-nos-
ambiente favorvel de sentirmos a Divindade em ns, o que j representa
um grande avano na esteira dos evos.       Se os homens ainda no se
libertaram de muitos hbitos extravagantes e vcios perniciosos, como
querer conhecer a natureza ntima de Deus? Cada vcio  uma porta
fechada em direo s belezas imortais da alma. Cada hbito
inconveniente  uma tranca ajustada  porta, impedindo a inspirao
superior de chegar ao corao humano.     Estamos muito apegados s
coisas de criana, pela fora do nosso tamanho evolutivo. A mente cresce
no ritmo que as leis determinarem, sem com isso perturbar o andamento da
ponderao. No devemos entregar os nossos deveres a Deus. Ele est
sempre presente pelos meios que acha conveniente; entretanto, a nossa
parte temos de fazla, e, ainda mais, aprender a faz-la bem. Enquanto
permanecermos na ignorncia, sofreremos as suas conseqncias. A justia
vibra em toda a criao como agente de Deus, acompanhada pela
misericrdia do seu amoroso corao, que bate dentro do infinito, no
ritmo da Luz.       Quando nos faltam sentidos para conhecer alguma
coisa a mais dos nossos conhecimentos, o que fazer? Torna-se necessrio
estudar na rea em que nos compete agir, procurar aprimorar os
conhecimentos j adquiridos, fortificar em nossas vidas todas as
qualidades nobres que comearam a se despertar em nossos coraes. O
trabalho  imenso, a lavoura  grande, sem que saiamos do nosso prprio
convvio ntimo. Esquecer esse labor,  perder os princpios da
verdadeira sabedoria. Vamos ainda gastar milhes de anos para
conhecermos o comeo das lies eternas. Como avanar agora para reas
cujos registros os nossos sentidos no suportam?       Se a luz do Sol
fsico, para chegar  Terra, passa por muitas filtragens e se divide em
raios incontveis para nos beneficiar todos, o que dizer da luz do Sol
espiritual? A razo nos diz que ela tem infinitas modificaes para
ajudar, servindo de estmulo a todas as vidas.       Toda verdade 
relativa ao ambiente a que deve chegar. Quem desconhece as leis naturais
que vigoram no mnimo movimento dos tomos nos mundos que bailam nos
espaos, no poder conhecer essas mesmas leis que regulam a harmonia do
seu prprio corpo, ou dos corpos que servem ao Esprito, para se
expressar onde se encontra. Procuremos, pela meditao, entender quem
nos governa e sejamos obedientes a essa fora universal, que tudo se
tornar sereno em nosso ntimo e ao nosso derredor.       Se queremos
principiar o estudo da natureza ntima de Deus,  necessrio termos a
pureza de corao, que indica as primeiras letras dessa sabedoria do
conhecimento de si mesmo. Os caminhos so infinitos, como infinitos so
os nossos destinos ante o Todo Poderoso, que nos fez por Amor. 11 0011 /
LE O Mistrio da Divindade       O        mistrio da Divindade est
distante da compreenso humana, por faltarem ao homem sentidos para tal.
As seqncias misteriosas dos Espritos a Deus so infinitas e os
caminhos so igualmente sem fim. O crescimento da alma vai lhe dotando
de poderes, de sorte a conhecer mais profundamente o mundo espiritual e
as leis que governam toda a criao divina; todavia, essas leis so
agentes movidos pela sua poderosa mente, que abrange toda a extenso
Universal.       No estgio em que nos encontramos, encarnados e
desencarnados, no devemos pensar em conhecer a intimidade de Deus. ,
pois, querer saltar para o inconcebvel, desrespeitando a harmonia da
gradatividade, da sabedoria maior. Alguns homens inexperientes afirmam
que no existem mistrios para os espiritualistas. Como se enganam esses
nossos irmos! Quanto mais nos conhecemos, mais sabemos que nada
sabemos, em se falando das dimenses que se escondem nas dobras da
escala evolutiva e nos segredos da Divindade. Os que dizem conhecer
tudo, nada sabem; so pseudo-sbios diante da sabedoria maior e lhes
falta humildade e as primeiras chaves do conhecimento das regras de
viver em harmonia consigo mesmo. Certamente que  o orgulho se movendo
em seus sentimentos e a vaidade egosta iludindo seus coraes.
Quando Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, afirma que
fora da caridade no h salvao , est nos mostrando que o ambiente
da benevolncia prepara e nos ajuda a despertar os talentos internos, de
maneira a observarmos outras nuances das leis que at ento no tenhamos
percebido. A caridade, em todas as suas feies,  fora divina no
divino aprendizado de todos os Espritos.  luz nas mos de quem deseja
ser iluminado,  chave que abre muitas portas do saber, porque a
caridade , por excelncia, Amor. Quem quiser conhecer mais um pouco dos
mistrios de Deus, que faa e viva a caridade, que ela dotar esse
trabalho de poderes para essa viso interna, de sentidos apropriados
para compreender os efeitos das leis divinas.       Outra coisa valiosa
que recomendamos para todas as criaturas o exerccio da orao. No
devemos esquecer a prece em todas as circunstncias. Ela desata e
desenvolve os fios dos pensamentos, impulsionando-os em todas as
direes, de acordo com os sentimentos que os geraram, tem a capacidade
de recolher os frutos na mesma dimenso em que foram emitidos. Ns somos
mundos com imensurveis qualidades a se desenvolverem, dependendo do que
quisermos fazer delas, do nosso esforo e f nas nossas realizaes para
o bem prprio e da coletividade.       Se ests em busca de mistrios
que muito te atraem, na verdade te dizemos que existem muitos mistrios
no mundo ntimo de cada criatura e eis a a grande oportunidade de
estudarmos a ns mesmos e nos deliciarmos com os nossos tesouros
ntimos. O amor  qual um sol que se divide em variadas virtudes. Vamos
observar esse fenmeno maior dentro de ns, com honestidade nas boas
obras, que os vus vo caindo em seqncias que suportamos e a
serenidade dominar-nos- a conscincia. Esses so os mistrios menores,
representando uma universidade onde deveremos permanecer por um tempo
que no podemos determinar.       Despertemos para esse trabalho
louvvel e dignificante, de nos conhecermos a ns mesmos, porque
conhecer a Divindade como pretendemos somente ser possvel depois que
nos tornarmos Espritos divinos, e, mesmo assim, vamos encontrar em
nossos caminhos de luz, mistrios e mais mistrios a desvendar, o que
haveremos de fazer com amor e alegria espiritual.       Que Deus nos
abenoe nesta jornada infinita do acordar para a Luz! 12 0012 / LE
Pensamentos Puros       A elevao moral dotar-nos- de pensamentos mais
ou menos puros, capazes de perceber determinados mistrios, antes
escondidos pela incapacidade humana. Ns, encarnados e desencarnados,
estamos em uma grande escola de Deus, que converge os nossos sentimentos
a depuraes necessrias e urgentes, no sentido de enriquecer todas as
nossas qualidades espirituais.       Quem est nos dando a honra de ler
os nossos escritos e acompanha os nossos trabalhos no seio da
coletividade, deve saber das nossas idias, no que se refere ao esforo
prprio que mais incentivamos, que  aquele intercalado com os dos
nossos irmos em caminho conosco. Ningum pode realizar nada sozinho; 
do nosso dever trabalhar em conjunto, para que a fraternidade seja um
facho da luz de Deus.       Esprito algum est afastado da Divindade.
Quando falamos que no podemos conhecer a natureza ntima de Deus, no
quer dizer que estamos longe do Senhor, pelo contrrio, Ele est em ns,
vibrando com todas as suas perfeies, e fora de ns, nos iluminando com
todas as suas qualidades superiores. A nossa integrao com Ele depende
da nossa disposio espiritual, pela fora do tempo.  necessrio que
entremos na senda do amor puro, para que a pureza nos alimente no raiar
de todos os dias e no percurso de todas as nossas existncias.       A
evoluo espiritual, ou despertar, simboliza uma escada como a de Jac,
referida no texto bblico. De vez em quando alcanamos um degrau,
respeitando mais alm a fora indutiva, que nos leva ao conhecimento
mais elevado. O homem comum desconhece a engrenagem filosfica do
aprimoramento, pois faltam-lhe sentidos para perceber esse mistrio que
somente a elevao espiritual pode conceber, O espiritualista, com
idias universais da sabedoria divina, comea a adentrar no grande
arcano e sentir um novo mundo de saber, pelas belezas incomparveis das
sensibilidades do corao, e o santo, na verdadeira acepo da palavra,
passa a perceber por meios que faltam aos demais, certas perfeies do
Criador, sem por vezes ter condies de as transmitir aos que seguem os
seus passos. No entanto, fala mais alto do que o verbo, a pureza da sua
conduta, a vivncia daquilo que prega aos seus semelhantes sobre a vida
e a obra de Nosso Senhor Jesus Cristo.       So poucos na Terra, mas
existem alguns cujos pensamentos j afinizam com o reino das idias de
grande pureza espiritual; e esses pensamentos lhes do aspecto de
missionrios de Deus em exerccio no mundo das formas. Esto no corpo,
porm, vivem no reino divino pelo ambiente de luz da conscincia. Este 
o futuro de toda a humanidade, da qual somos parte integrante.
Podemos sentir com mais profundidade alguns atributos de Deus, e a porta
desse aprendizado  o pergaminho de luz que herdamos do Cristo. Jesus
desceu dos altiplanos da Vida Maior para nos ajudar, abrindo a academia
do Amor no plano em que habitamos, facilitando, assim, meios mais
rpidos para o despertar dos nossos dons espirituais. Ele nos convida
por meios variados e nos chama por modos diferentes.  necessrio
conhecermos a sua voz e seguirmos as suas pegadas.           A educao
dos pensamentos na sua formao  a base na aquisio de luz, para que o
nosso celeiro de conhecimentos nos integre e nos livre de todas as
temperaturas que podero advir nos caminhos tortuosos das trevas. Quem
comeou a viver as virtudes disseminadas pelo Evangelho est se ligando
por fios invisveis a algumas das perfeies do Senhor, e delas nunca
mais se apartar, ouvindo sempre a voz do Comando Divino a dizer:
Levanta-te e anda, que estarei contigo eternamente! 13 0013 / LE As
Qualidades de Deus       As qualidades de Deus so marcadas pelas nossas
comparaes plidas, por no haverem outras em que possamos nos apoiar.
Sujeitamos o Senhor s nossas fracas dedues em confronto com os nossos
dons, colocando o nosso Pai Celestial dotado das nossas faculdades
altamente aprimoradas. Que Ele nos perdoe as comparaes.       Quando
falamos que Deus  a Suprema Inteligncia,  porque no encontramos
recursos na linguagem para destac-lO de outra forma. Inteligncia e
razo ainda so posses do Esprito comum; o Criador est acima de todas
as colocaes humanas, e mesmo espirituais, do nosso plano. Quando
falamos que Deus  Amor, certamente estamos diminuindo o Grande Foco de
Luz que nos sustenta todos. O amor  um dos seus atributos; Ele  muito
mais que o amor. Ele , pois, o Incomparvel.       A ansiedade dos
homens em conhecer Deus, seus atributos, sua intimidade,  impulso dos
primeiros passos da criatura na escala evolutiva, e isso vai se
arrefecendo de acordo com a seqncia do despertar espiritual; no que
os Espritos percam a vontade de conhec-lo, pelo contrrio: o que
perdem  o interesse de passar dos limites das suas foras. No
desejando contrariar as leis, cumprem os seus deveres e esperam a sbia
vontade dAquele que tudo conhece pela oniscincia dos seus valores.
A magnitude de Deus ofusca todas as luzes e a sua bondade inspira todas
as bondades do universo; o seu amor alimenta todo o amor da criao e o
seu trabalho o exemplo que deveremos operar constantemente.  muito bom
falar de Deus, pensar em Deus e, se for o caso, escrever sobre Deus,
porque  neste ambiente que passamos a conhec-lo melhor e respeit-lo
condignamente. Enquanto assim agimos, estamos condicionando idias
elevadas acerca da sua inconfundvel personalidade. Este exerccio  de
alto valor para a nossa integrao com a Divindade, pois se processa uma
operao de seleo de valores nas nossas intimidades, como no ntimo de
quem, porventura, nos ouvir ou ler.  tempo que o prprio tempo
aperfeioar nas bnos do Comandante Maior.       Uma coisa falamos
com muita alegria: que as sementes dos atributos do Criador se encontram
plantadas nas nossas conscincias, na profundidade do nosso ser e, se
assim podemos dizer, a fora do progresso se encarregar de despert-las
para a luz e faz-las crescerem para a fonte de onde vieram.
Ningum foge desses caminhos delineados pela Grande Vida. A rea da
nossa liberdade  muito pequena para sabermos o de que verdadeiramente
precisamos; tudo obedece  vontade dAquele que nos criou, tudo vem dEle
e vai para o seu seio fecundo e celestial.       Quem deseja analisar a
capacidade de Deus, que observe a sua criao, a harmonia e a mecnica
do Universo. Tudo  luz na sua feio divina, mesmo o que pensamos ser
treva, por nos faltarem dons desenvolvidos na busca da intimidade das
coisas.       Oh! Homens que caminhais conosco, se quereis viver
felizes, deixai despertar as luzes que existem em vossos coraes, na
conjuntura das vossas foras, agradecendo  Divindade e tomando as mos
do Cristo, que Ele vos libertar!       Sejamos fortes na educao de
ns mesmos todos os dias, porque  na persistncia do trabalho e no
esforo do dever, que beijamos as flores da sabedoria como se fossem a
face do Criador, nos dignando para um novo amanhecer. 14 0014 / LE
Unidade do Criador       Deus  uma unidade dinmica, no seu carter
criativo e fecundo, mas nico na sua majestosa intimidade de valores
incomparveis.       Ele no  produto das coisas e inteligncias,
disseminadas por toda a criao, pois causa e efeito so duas coisas
distintas uma da outra. Basta um pouco de raciocnio para podermos
harmonizar estas idias, referentes ao Senhor de todas as coisas.
Em todos os momentos que voltamos a pensar em Deus, os nossos sentidos
passam a v-lo na sua unidade total, nico na sua posio de benfeitor
universal. Dividi-lo  contrariar a nossa conscincia e sentir
insegurana sobre a verdadeira paternidade. Registramos nas nossas
dedues mais apuradas, no mundo espiritual, a unidade do Criador, como
ouvimos os grandes missionrios da luz, que descem at ns com as mesmas
idias, os quais nos mostram a realidade pelos fatos da prpria
natureza, engenhoso processo que reflete a presena da Grande Luz em
todas as intimidades criadas.       No nos preocupemos quando os homens
pretendem adorar outros deuses, ou muitos deuses, como no passado. A
verdade no se inquieta; ela se impe porque  a verdade. No perpassar
dos tempos, somente ela ficar de p, diante de todas as dedues
humanas. O que temos a dizer, com toda a sinceridade do corao,  que
Deus  uno,  um ser individual, ligado por agentes sutis a toda a
criao, e mais atuante na intimidade de todas as coisas.       Quando o
Esprito encontra a si mesmo, passa a sentir Deus com mais intensidade,
por ser essa a senda, a porta de partida para novos conhecimentos sobre
a Divindade.           Comea, meu irmo, a estudar as tuas prprias
reaes, a analisar teus prprios feitos, a corrigir os teus prprios
deslizes, no silncio que  prprio ao iniciante da verdade, que
conhecers outras dimenses do saber. Estas sempre vibram ao nosso redor
sem que as suas notcias nos atinjam por faltar o bater s portas da
simbologia evanglica. Quando os nossos pensamentos se educarem na razo
direta das qualidades superiores e a boca se esquecer de ferir, os olhos
de perscrutar os erros alheios e as mos se tornarem somente
instrumentos de ajudar, estabelecer-se- a harmonia em nossos coraes.
Se Deus  Unidade,  de nosso dever criar a unidade do bem, do amor e da
caridade em ns, para que possamos refletir a Divindade em todos os
nossos passos.           O homem inteligente procura no contrariar as
leis naturais e, quando ele desencarna com essas mesmas intenes,
sentir na profundidade o porqu desta obedincia. Ningum  livre na
totalidade da expresso. Somos todos servos do Senhor e essa deve ser a
nossa imensa alegria, porque Ele sabe o que mais nos convm nas linhas
do nosso despertar.           O pantesmo foi uma verdade camuflada,
por encontrar uma humanidade sem condies de senti-la face a face. A
verdade se torna, pois, relativa em todas as suas nuances de claridades
espirituais. Agora estamos comungando com idias mais puras sobre a
Divindade e a maturidade nos aproxima mais da Luz que nos alimenta e nos
sustenta a vida.           Por isso cremos na unidade de Deus, na sua
justia cheia de misericrdia e de Amor. Quanto mais conhecemos o
Senhor, mais notamos as nossas deficincias em conhec-lo, dada a sua
grandeza de poderes e os seus atributos indescritveis.           Cr,
meu filho, em Deus, s obediente ao Comando Maior, que tudo vir ao teu
encontro pelas linhas do teu merecimento e de acordo com a tua
capacidade de suportar. No existe injustia em quaisquer dos
acontecimentos da vida, essa  a verdade. 15 0015 / LE Visualizao do
Homem       Certos homens vivem visualizando o seu prprio destino,
colocando a prpria imagem nos caminhos dos deuses, unificando seus
desejos para se tornarem um deus. Estes homens esto certificados dos
poderes da Divindade, da sua existncia e do seu comando sobre todas as
coisas, mas partem do princpio errneo de que podero algum dia, no
tempo que se chama eternidade, ser um Deus, como, e certamente, o Senhor
a quem eles respeitam e obedecem.  tempo que se perde,  cogitao
vestida de sonhos irrealizveis.       No quadro em que se encontra a
humanidade, diante das suas necessidades mais prementes, o dever de cada
criatura deveria ser o cultivo das virtudes assinaladas pelo Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo que, mesmo com a sua gradao espiritual
elevada, gastar sculos incontveis para harmonizar o planeta com as
leis do Amor, virtudes essas que so reflexos dos atributos de Deus,
recolhidas por Jesus pela sua sapincia, na universalidade iluminada dos
cus, e entregue aos homens pela sua presena e vivncia daquilo que
ensinou pela misericrdia divina, o que no deixa de ser a
materializao do Amor na Terra.       Apoiamos e incentivamos a
visualizao dos poderes espirituais, na escala que iremos mencionar: a
alegria nos nossos caminhos, o perdo junto aos que nos ofendem e
caluniam, o trabalho na altura das nossas foras, a dignidade na altura
dos nossos conhecimentos, a f que comporta os nossos coraes, a
caridade bem situada e o amor bem compreendido. Eis o princpio da
escala que devero percorrer as nossas visualizaes. Mas, nos
compararmos com a Divindade  dar vazo ao orgulho e voar com as falsas
asas da vaidade. Mais ainda, estaremos indo de encontro s prprias leis
que nos regulam o porte espiritual.  a mesma coisa que pretendermos
apagar o brilho de uma estrela com os dois dedos que costumamos segurar
um palito de fsforo.       Ganhemos tempo! Estamos na era da Luz;
busquemo-la em todas as direes para que aquela que o Senhor colocou
dentro de ns se acenda em todo o seu esplendor, nos libertando das
trevas da ignorncia! O pretensioso, quando prepotente, atrofia suas
prprias foras e deixa de alcanar no tempo o que deveria: a liberdade
de compreender a verdade e viver o ambiente de paz da sua conscincia.
Sejamos humildes em todos os entendimentos, respeitosos ante as ajudas
para conosco, bons na frente dos que carecem de carinho e justos com
quem caminha conosco, porque aquele que aprimora a si mesmo no tem
tempo para devaneios e granjeia amigos por onde passa, encontrando amor
por onde manifesta seus elevados interesses.       Se os homens
desejarem ser parte de Deus, como nos informa O Livro dos Espritos,
na resposta nmero quinze, no  muito melhor nos sentirmos sendo os
seus filhos? Nunca faltaram, em tempo algum, as respostas s perguntas
que formulamos ao Criador. Elas vm por muitos meios e cada vez que o
tempo passa, o intercmbio se aperfeioa, nos colocando com mais
segurana a saber da verdade no seu fulgor mais apurado. Quantos livros
no existem na Terra, respondendo perguntas de toda a natureza?
Basta procurarmos para encontrarmos. Quantos homens dotados de certos
poderes, que esto capacitados para responder sobre variados assuntos
sobre as coisas do Esprito? Hoje, s no aprende quem no quer. Comea
pensando, prossegue orando e avana para o encontro da verdade que ela
te aparecer com os braos abertos para te libertar. Visualiza a Verdade
e o Mestre, que Ele te instruir dentro das tuas necessidades de viver
melhor, no ngulo em que podes viver bem. 16 0016 / LE Deus  Esprito
Se Deus  perfeito e  Esprito, no podemos compar-lo com as formas
mutveis. E sob o empuxo do progresso, tudo que existe na imensido
indescritvel do universo, do tomo ao ninho csmico, , pois, criao
ideada pelo seu poder fantstico, que ainda no podemos perceber, por
nos faltarem sentidos para isso. Estamos limitados, ou condicionados, no
mnimo das nossas foras, que por enquanto dormem no centro da nossa
conscincia, sem poder participar dos nossos mais profundos interesses.
Somos crianas em comparao s grandes almas. Crivamos de perguntas,
por vezes, de pouco interesse, aqueles que achamos situados em grau mais
elevado do que ns, com fome e sede de saber, em se referindo s coisas
do Esprito, e nem sempre avaliamos a luz que realmente suportamos,
pelas trevas que ainda nos circundam. Se todo pedido  uma orao, na
filosofia do Esprito, a resposta no se faz esperar e vem gota a gota
para nos conscientizar da existncia da bondade divina e do amor que Ele
dispensa a todas as criaturas.       J falamos muitas vezes, repetindo
a fala dos benfeitores maiores, que Deus  uma personalidade individual,
e no o conjunto de todas as coisas criadas por Ele. Entretanto, Ele, a
majestosa fora divina, est em toda parte por meios que desconheces,
por se tratarem de fludos sutis operando em uma faixa que somente as
grandes almas podero constatar, pelos poderes inerentes s suas
perfeies.       A primeira idia de se comparar a natureza como sendo
diretamente Deus,  que ela manifesta em todas as suas nuances, perfeita
harmonia em todos os sentidos da sua atuao, porm, cabe a ns
pesquisar e entender, descobrir e divulgar, que toda essa simetria 
participao das leis criadas por Ele, no vigor da sua mente
incomparvel.  pois, a sua imagem, como um canal de televiso que
reflete no vdeo a perfeita estrutura do real, sendo que, no caso com a
Divindade, a perfeio  a tnica do ambiente. As imagens do Senhor so
vivas e demonstram os seus mais puros atributos, nunca falhando nos seus
mais delicados cinetismos, no sustentar da vida, O visual do infinito
no  Deus na sua unidade perfeita, como o quadro no  o pintor.
Comparando a obra com o autor, a primeira constitui um plido reflexo da
sua personalidade, viva e distinta no lugar que ocupa.       Parece que
estamos falando muito sobre o Grande Arquiteto do Universo, mas esse  o
nosso interesse, porque falar de Deus e viver na sua vibrao constante
 a coisa mais sublime da vida. Admiramos muito o Deus lhe pague, o Deus
lhe ajude, o vai com Deus e A paz do Senhor seja convosco, muito usados
pelos homens. So mantras sagrados que nos cobrem de luz, quando
pronunciados com amor e respeito. A Doutrina que faz de Deus um ser
material, o faz por falta de notcias do mais alm, ou por medo de
pesquisar a verdade e seguir as rotas do progresso, que faz carem os
vus na gradao das foras humanas e espirituais. Nada devemos temer,
desde que estejamos em planos de mutaes para o nosso prprio bem.
O mundo espiritual que nos dirige, nos atende de acordo com as nossas
necessidades, e no deixa de guiar e instruir quem verdadeiramente
deseja aprender. No devemos esquecer que Deus  um sol de vida, que
alimenta e dirige todas as vidas sadas das suas mos luminosas e
perfeitas. 17 0017 / LE No  Permitido       No  permitido ao homem
conhecer o princpio das coisas na sua profundidade absoluta. Se o
macrocosmo  infinito diante dos sentidos dos seres humanos, o
microcosmo igualmente o , na estrutura que lhe foi dada por Deus. O
Esprito, na faixa em que se encontra na Terra, no desenvolveu sentidos
ainda, para conhecer o que pretende, para pesquisar a infra-estrutura da
matria e desvendar os seus segredos.       A fora poderosa que se
esconde na forma no poder, por enquanto, ser conhecida e dominada
pelos homens, por lhes faltar amor no corao, o bastante para no usar
sua expanso dinmica nas guerras fratricidas, e contra a prpria vida
no planeta em que habitam. Basta o que j conhecem, como sendo uma
misericrdia.       A fome que se passa na Terra, as necessidades de
veste e de instruo, no significam falta, na realidade. Tudo isso
existe com abundncia em todos os pontos da casa terrena; somente o que
falta  a fraternidade entre os povos e a educao entre as criaturas.
Quando o amor for uma fora dominante no seio dos homens, nada faltar,
na sua expresso de todos os suprimentos. E a vida tomar nova feio em
todos os ngulos do mundo, como sendo um reino de Deus florindo no reino
dos homens.       A revelao  gradativa e o ser sempre. A evoluo
cientfica deve acompanhar a moral, para que haja equilbrio em todos os
pontos de elevao e despertar.  justo que notemos, neste fechar de
sculo, o interesse que os homens e Espritos desencarnados tm pela
difuso do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e o esforo que se faz
em todas as naes para a melhoria do homem, em todos os seus aspectos.
S no d para se notar esse esforo com mais evidncia, por estar ele
no comeo; no entanto, o terceiro milnio que se aproxima revelar essa
verdade com acentuao expressiva, pois j existe uma preocupao de
certos governantes na educao dos povos, no que se relaciona aos
preceitos incomparveis da Boa Nova do Mestre. Sem o Evangelho no
corao das criaturas, jamais haver paz no mundo, porque ele faculta a
conquista da paz, em primeiro lugar, na intimidade de cada um.
Podemos observar no ar que respiramos e na luz que nos d alegria de
viver, o anncio do fim dos tempos, dos tempos de inquietaes, para que
possa surgir o ambiente de verdadeira paz, aquele que deveremos
conquistar juntamente com o Cristo  frente dos nossos destinos. No 
permitido s almas recuarem no tempo e no espao. As leis de Deus
estabelecem e comandam: a ordem  somente de avano.       A escola do
conhecer  infinita e livre na sua conjuntura educativa, entretanto,
marca para todos os seres, conforme a sua escala evolutiva, pontos
vermelhos, indicando basta, para que no venhamos a cair em novas
tentaes, pois o conhecimento sem amor pode nos levar  derrocada. De
agora em diante o cerco est se fechando, para que possamos nos prevenir
contra as grandes calamidades, pela fora da educao, e aumentar a
nossa confiana pelo muito que devemos amar, O Evangelho deve ser
conhecido por todos os povos e disseminado para todas as criaturas,
porque ele  fora que nos garante a paz nos caminhos que percorremos.
Quanto ao interesse de conhecer a intimidade da matria, no deve ser
apagado, porm, esse saber vai surgindo pelo impulso da nossa evoluo e
as necessidades que forem surgindo no nosso aprendizado. Oremos juntos,
homens e Espritos livres da matria, para que o equilbrio no nos
falte no nosso despertar para Deus. 18 0018 / LE O Vu se Levanta
O vu se levanta  medida em que o homem cresce espiritualmente. A
natureza tem seus segredos em toda a conjuntura da sua ao benfeitora e
eles no foram feitos para ficarem eternamente escondidos das criaturas;
revelar-se-o no momento certo, em que o Esprito puder alcanar e
suportar a luz da revelao.       Os caminhos da vida so eternos
aprendizados; cada passo que damos corresponde a uma lio. Nada se
perde, mesmo o tempo que chamamos de perdido. Atrs de todo
acontecimento existem leis revelando sabedoria, de que o Esprito se
certificar por processos de osmose espiritual, que por vezes escapam ao
nosso entendimento. Os vus se levantam em todas as direes do saber,
pelos esforos de cada um, entretanto, ele tambm  obediente  fora do
prprio progresso.       A nossa participao acelera a evoluo, para
que o despertamento surja com mais eficincia e fique em tudo, em
relao ao nosso bem-estar, a nossa marca, como sendo a nossa conquista.
Isso  muito interessante na pauta das nossas obrigaes e compromissos.
No podemos nos esquecer daquilo que nos toca como co-criadores dos
nossos destinos, na influncia de Deus pelas mos do Cristo.  medida em
que os vus vo se abrindo aos nossos olhos espirituais, se formar um
campo de conhecimento apropriado na conscincia e o corao passar a
trabalhar em plena concordncia com a inteligncia. Os dois, juntos,
determinam o uso de todos os poderes adquiridos, na formao da prpria
personalidade.       Ningum pode crescer sem subir, nem subir sem
esforo e sacrifcio juntamente com a dor, pelo menos na rea evolutiva
a que pertencemos, no ambiente da Terra, e no grau que nos encontramos
na escala dos valores espirituais. As experincias nos condicionam
conhecimentos indispensveis a nossa libertao. Isso tambm so leis
que nos regulam o crescimento espiritual e moral. Mesmo que queiramos
ficar para trs e no aprender, no conseguimos.  a mesma coisa que
algum, que nunca tivesse visto o Sol, desacreditasse, por isso, da sua
eficcia. Ele, o Sol, sempre iria existir e, ainda mais, continuaria
ajudando, mesmo os que o negassem.       Existem dois tipos de evoluo:
aquela que obedece s leis do automatismo espiritual, que impulsiona a
natureza fsica e animal para o progresso, sem a participao da
vontade, e aquela que recebe como coadjuvante os esforos dos homens,
onde a inteligncia tem sua grande participao. As faculdades dos
Espritos vo se desabrochando na esteira infinita do tempo e se
apurando de acordo com o seu despertamento, quando o oculto vai sendo
conhecido.       Diante dos mistrios desvendados, surgir, no mundo da
alma, um ambiente diferente, onde floresce uma alegria apoiada pelas
foras do amor. E a alma amadurecida passa a conhecer a si mesma e a
cuidar das suas prprias deficincias, como o mdico que trata dos seus
prprios desequilbrios. Porm,  bom que nos cientifiquemos de que
sempre encontraremos vus para serem desvendados e segredos para serem
conhecidos. No constitui uma grande esperana termos sempre lies para
recebermos da bondade divina? O conhecimento total pertence a Deus, e
conhecer a sua natureza ntima somente Ele o pode, por ser Onisciente.
O nosso maior empenho deve ser o conhecimento do como ser melhor,
trabalhando na fraternidade universal;  preciso levantar o vu que
empana a harmonia e sentir a vibrao da paz de Deus no corao,
conhecer os segredos do amor e passar a amar a Deus sobre todas as
coisas e ao prximo como a ns mesmos. Torna-se importante descobrir a
fonte da alegria pura e conquist-la na sua plenitude. Com os vus se
levantando nesse ritmo, seremos felizes. 19 0019 / LE A Cincia Humana
A cincia tem condies de ajudar a revelar certos segredos da natureza,
porm, dentro dos limites que a evoluo humana comporta. Observando a
prpria histria universal, nela encontraremos os grandes feitos e
cientistas, por vezes, verdadeiros mensageiros do bem. Negar o valor da
cincia e negar os prprios esforos dos homens por melhores dias,
entretanto, Deus no est preso s limitadas condies dos seres
humanos. Ele revela o que achar conveniente, pelos canais que desejar
falar, e esses fatos so reconhecidos no mundo todo. Grandes descobertas
surgem como se fossem por acaso e, pela roupagem abstrata do acaso,
esplendem a fora e a inteligncia do Esprito. Eis a a mediunidade em
funo benfeitora, a comunicao dos Espritos entre os dois mundos!
Embora a razo apresente as suas faltas, ainda assim, em todos os campos
de atividade  ela quem move a cincia que em muitos casos aceita
mentiras no lugar da verdade e vice-versa. Os seres encarnados, e mesmo
os desencarnados, que vivem na mesma faixa evolutiva, no precisam se
preocupar com a seleo das coisas verdadeiras, pois elas aparecem  luz
das boas intenes e no esforo permanente em busca do melhor.       J
falamos alhures que a verdade  relativa ao tamanho espiritual de cada
criatura.       Deus, se quiser, poder fazer conhecer a verdade mais
acentuada por pessoas ignorantes, que passam a ser o instrumento da
verdade pela influncia do Senhor. Todavia, quando Ele acha conveniente,
procura os meios cientficos, e adota a linguagem sofisticada para falar
aos doutos, e lev-los a auxiliar os sofredores na retaguarda.
Abenoemos a cincia humana, sem nos esquecermos do poder intuitivo das
almas.       Quando se aliam essas duas foras a servio da
coletividade, aparece a luz beneficiando todos. As investigaes
cientficas tm melhorado muito o homem. H como que um preparo para a
luz do entendimento que tem consumido vidas e mais vidas em favor dos
prprios homens e vai conduzi-los a uma lgica, que no deixa de ser
igualmente uma grande cincia. Religio e cincia no so incompatveis.
Elas, no fundo, gritam pela juno, porque o que falta em uma, a outra
completa. O orgulho, a ignorncia e o fanatismo  que fizeram os homens
separarem a cincia da religio. Mas em futuro prximo iremos assistir 
unio destas duas foras da vida, para a melhoria das vidas que circulam
na Terra.       Os homens tm recebido ddivas em profuso no sentido da
descoberta. Elas esto em suas mos. Necessrio se faz que aprendam a
usar bem essas bnos de Deus, doadas  humanidade por amor e
misericrdia. As vias medinicas tm ofertado uma filosofia altamente
espiritualizada, renovando todos os conceitos errneos que fogem das
linhas do amor verdadeiro e da caridade promissora. Estamos cercados de
grandes tesouros, que podemos usar em todos os caminhos que porventura
trilharmos, para que se estabelea no mundo o reino de Deus.       Usa
da cincia, se isso for do teu agrado, e faze o bem. Usa da religio, se
te convier, e pratica a caridade. Usa do amor na sua plenitude e ilumina
todo o instrumento da tua evoluo, que o Senhor sempre estar presente
nas tuas investigaes e purificar a tua f.       Nada existe que Deus
no queira, mas,  justo e elegante que te revistas de bom senso, para
usares com equilbrio aquilo que foi colocado em tuas mos. At o
prprio veneno, em doses vigiadas,  remdio salutar, enquanto o
ignorante faz trabalhos compatveis com a sua posio, na esfera das
criaturas. 20 0020 / LE Revelaes Espirituais      Os sentidos fsicos
so valiosos recursos com que a natureza divina dotou o Esprito
encarnado, para registrar as lies que poder receber por todos os
meios que a cincia alcana. No obstante, os homens carregam consigo
outros meios espirituais que lhes servem de canais, por onde podem vir 
e vm com freqncia  notcias mais sutis do mundo espiritual,
revelaes que escapam aos processos cientficos.      A razo nos fala
que devemos usar os dois meios para maior experincia daquilo que vamos
aprender. Se ests no mundo da carne,  justo que tenhas recursos
materiais para o enriquecimento e compreenso de todas as leis que
vibram e sustentam todas as formas e, se ests sujeito a ela,  justo,
tambm, que a respeites. O universo se congrega em camadas sobrepostas,
como sendo um todo, apresentando em seu ntimo divises sem conta, at
encontrar Deus.      Um mundo pode se justapor a outro, mas em faixas
diferentes e, por vezes, ocupando o mesmo lugar. So segredos a
desvendar e quanto mais aprendemos, mais sentimos necessidade de
aprender. A extenso do saber  infinita, e o Senhor, nosso Pai
Celestial, representa a fonte inesgotvel, centro de todas as cogitaes
da sabedoria universal. A Terra , pois, um mundo de provaes; se assim
no fora, j teriam cessado as guerras fratricidas e os dios milenares
de nao contra nao, de homens contra homens.       As variedades de
revelaes, em se formando inmeras religies e filosofias
espiritualistas, so provas irrefutveis disso. Quando a humanidade
comear a apresentar traos de fraternidade de uns para com os outros,
quando as criaturas se amarem mutuamente na verdadeira acepo da
palavra, quando a gratido a Deus tornar-se um hbito de todos os dias,
quando a caridade for um dever de todos os momentos, as religies iro
se fundir pela fora da unidade dos sentimentos e haver um s rebanho e
um s pastor.       As divises e subdivises so o atendimento de Deus
aos homens, pela ignorncia que persiste nos coraes dos Espritos
inferiores. Quando permanecer a idia de que cada um est de posse da
verdade, da verdade que ele suporta e no entregue a uma faco
religiosa ou agrupamento filosfico ou cientfico, comearo a dominar
os sentimentos de respeito e a prpria grandeza de Deus, que no se
esquece de seus filhos, quaisquer que sejam os lugares em que estiverem
vivendo. Ningum se perde, pois somos todos filhos do mesmo Pai!
As revelaes espirituais e cientficas no escolhem lugar. A prova
disso so os fatos, e  nesse entendimento que deveremos despertar para
a unidade de valores de todas as naes e de todas as criaturas, sem as
barreiras que dividem os Espritos pelo orgulho, pelo egosmo, pela
vaidade e pelo cime.       Os sonhos so atestados de muitas
revelaes. Eles, mesmo sem a compreenso dos seus arcanos, deixam na
conscincia uma revelao que cresce cada vez mais, dando certeza  alma
de que a vida no termina no tmulo e, por vezes, revela ao Esprito
encarnado algo das vidas anteriores que se encontra registrado na
conscincia profunda.       E as intuies que escapam aos aparelhos
materiais? Por onde vieram? Vieram por canais invisveis aos olhos
fsicos, mas entendidos pelas sensibilidades espirituais da alma, e com
tanta certeza que fogem aos meios de comunicao. A escrita no tem
recursos para expressar o que entendemos por dentro.        bom que
usemos de todos os meios lcitos e possveis das revelaes, e que o bom
senso nos acompanhe em todas as investigaes, para que no amanh nasa
em nossos coraes a verdadeira paz, aquela que deve morar na
conscincia. 21 0021 / LE Atividade de Deus       Deus jamais ficou,
fica ou ficar inativo. No podemos conceber um Deus sem ao permanente
dentro da sua criao; Ele  o sol espiritual de vida, mantenedor de
todas as vidas e a Ele estamos ligados.       Quando falamos que Deus
criou o universo,  por faltar em nossa linguagem o verdadeiro
significado de criao. Na dialtica fraca dos homens, criao  dar
existncia,  usar a mente e as mos para que algo tome forma ou feio.
Escapa ao nosso raciocnio o que significa criar, no dicionrio da
natureza divina. Se Ele criou, onde buscou o princpio da formao das
coisas? Essa  uma frmula que Ele no achou conveniente que os homens
soubessem. Nesse campo profundo, somente os Espritos puros, altamente
evoludos, tm notcias dessa cincia espiritual, estendendo falanges e
mais falanges em toda a extenso infinita, operando na dimenso que lhes
 prpria.       A matria existe, desde a eternidade, como Deus?
Somente Ele o sabe, nos informa o O Livro dos Espritos. S podemos
dizer que a idade da matria se perde para ns, na noite dos milnios
incontveis, e que o seu cinetismo  uma realidade, no que ela se
movimente por si s mas porque se move por vontade dAquele que nunca
fica sem atividade. H segredos que ficaro por muito tempo sem serem
desvendados, por nos faltarem sentidos e capacidade para suportar as
revelaes e saber fazer uso das belezas imortais, dos valores do
Esprito.       Se podemos dar a Deus uma mente, ou v-lo desta forma,
ela tem uma corrente de idias contnuas no verdadeiro sentido do verbo.
Cessando a sustentao, desmorona-se todo o universo. Sabemos que esse
fludo csmico, ou hlito divino, desprendido da sua magnnima
personalidade e incomparvel poder  que nos d vida e mantm o nosso
equilbrio espiritual. Somos dotados de sentidos apropriados, com
valores desenvolvidos e a desenvolver, que transformam essa essncia
oriunda do Senhor, em fludo animal ou magnetismo humano, energizando
seu valor com os nossos sentimentos mais ou menos puros.       O ter
divino  sensvel ao nosso carter, como tambm grava as nossas
deficincias.       O santo o usa na sua cndida feio, despertando os
seus mais profundos valores, pela fora do amor e da caridade para
ajudar, servindo todas as criaturas que carecem de amparo e de socorro,
O ser humano, mesmo encarnado, compreendendo a cincia das mutaes,
poder fazer prodgios, se souber lidar com esses segredos da natureza
em favor do bem, deixando estender a f nos limites que ela pode
socorrer os desfalecidos.       Isso corresponde s atividades de Deus,
onde Ele for respeitado e amado. Para tanto, Ele criou leis que regem
todas as atividades menores e estabilizam o equilbrio de todas as
coisas.  bom e justo que pensemos que no existe nada separado de Deus,
no entanto,  melhor entender que a sua inconfundvel personalidade 
nica no seio de todas as formas surgidas pela sua majestosa vontade.
Pormenorizar as atividades de Deus  salientar a nossa ignorncia acerca
dEle, pois, somente Ele se conhece e aos seus segredos mais profundos.
Ns ainda temos de adentrar as primeiras sendas do conhecimento de ns
mesmos, ambiente infinito de sabedoria, para depois comearmos a pensar,
estudar e compreender o livro, da natureza, onde os atributos da
Divindade esto em evidncia. As portas pelas quais deveremos entrar
para nos conhecer so ensinadas por Cristo, no seu Evangelho. A vivncia
dos preceitos que Ele nos ofereceu nos faz compreender o que se deve
pensar acerca de Deus e da sua criao. 22 0022 / LE Extenso da Matria
A dimenso da matria  sobremodo difcil de ser explicada na linguagem
terrena, por escapar das mais puras dedues que o pensamento humano
pode atingir. A matria bruta que podes apalpar, sentir e cuja forma
podes ver , pois, a mais baixa vibrao que o agregado de energia pode
tomar.       As vezes, dois corpos materiais podem ocupar o mesmo lugar,
por estarem cada um em uma dinmica vibratria. Uma est expressa na
forma e a outra, como fludos sutis dentro da primeira. A cincia acabou
provando que a prpria luz  matria, pela curvatura que faz ao passar
por corpos slidos e, se s matria atrai matria, ela no deixa de ser
a prpria matria em outra dimenso, formando luz. Da podes partir para
outros estados da matria na sua engenhosa purificao, sob o comando do
progresso, que no deixa de ser trabalhada pelas mos santas de Deus. O
prprio perisprito tem muito de matria. Mesmo dentro da sua sutileza
espiritual, e para ser intermedirio do Esprito ao corpo,  necessrio
que tenha nuances de matria com antimatria.       A escala da evoluo
da matria  muito extensa: o caminho conduzido pela evoluo  de uma
grandeza incomparvel, no campo da literatura espiritual. Tudo que
existe  concentrao de energia, tudo que falamos, no mundo das formas,
ela a est concentrada por lei de afinidade, sob a ao da vontade de
Deus. A cincia humana est  procura do elemento primitivo, de onde
partiram todos os outros, pelo avanar e recuar dos fatos; entretanto,
este elemento primeiro est longe das cogitaes humanas. Se o macro 
infinito no seu avano csmico, o microcosmo tem o mesmo destino. As
reas de estudo oferecem a todos os sbios interminveis lies, de
maneira a mostrar a todos eles a sabedoria de Deus e a bondade de seu
terno corao.       Tudo no mundo material e espiritual se encadeia;
uns esto ligados aos outros por fios tenussimos, imperceptveis pelos
homens e que a prpria cincia desconhece. A matria, mesmo a que
chamamos de forma impenetrvel, guarda segredos que os homens do amanh
reconhecero. Ela tambm evolui, despertando algo dentro de si que a
purifica, tomando novas dimenses e sensibilizando sua prpria
estrutura.  como, se pudssemos dizer, a matria se intelectualizando
no perpassar do tempo e na extenso infinita do espao.       A prpria
aura que circunda os corpos fsicos  matria quintessenciada, em
vibraes tais, que chegam a causar luminosidade em torno dos corpos
fsicos de onde ela promana.  um empuxo do progresso das formas, que
alcana outro estado de existncia. Da  que devemos ter o maior
respeito por tudo o que existe no universo, em todas as faixas que
conhecemos, por se tratarem de vidas criadas em estados diferentes, pela
bondade e misericrdia de Deus.       Se nada existe sem a sua vontade,
qual o nosso dever diante dela? Eis porque Jesus nos pede para amarmos a
Deus sobre todas as coisas e ao prximo como a ns mesmos. O nosso
prximo  tudo o que existe ao nosso derredor, porque nada h sem vida,
e sempre dentro das formas vibra algo espiritual a convidar o seu corpo,
seja ele qual for, para as linhas da perfeio, para a grandeza
espiritual.       O Esprito desce na matria palpvel e visvel, em
busca de seu desprendimento e, para tanto, usa como lao intermedirio a
prpria matria purificada. Por que isso? Devemos responder que ainda 
segredo que se esconde, por respeito a nossa evoluo. O que podemos
dizer, para que no fique sem resposta,  que o Esprito reencarna
porque Deus quer e acha conveniente. 23 0023 / LE O Que  Esprito?
Difcilmente se pode conceituar o Esprito. A sua estrutura ntima ento
foge ao campo de sabedoria que j dominamos. Devemos nos dispor 
anlise dos atributos da alma, estudando suas reaes e certas leis que
garantem a nossa existncia. Se ainda o corpo fsico  um mistrio para
ns outros, o que falar do Esprito? Para chegar a ele devemos percorrer
vrios outros campos que a alma usa como roupagem, na grande caminhada
evolutiva.       Se existe a escola infantil para as crianas na Terra,
a lei  a mesma em se falando do aprendizado do Esprito sobre as coisas
espirituais. A humanidade, diante da cincia da alma, est na escola
primria, no  justo que ela passe a freqentar a universidade de um
momento para outro. Somente a idade regula essa necessidade. Sobe-se os
degraus gradativamente.       O Esprito est em faixa e dinmica
diferente do que se pensa e que no ser justo violentar o modo de
deduzir do ser humano. Todas as explicaes at ento dadas sobre o
Esprito so equaes que fogem da realidade, porque os que escrevem,
desconhecem muitas coisas sobre si mesmos, e no passam de analfabetos
da alma.       Conhecer o Esprito  quase conhecer Deus. Ele foge
totalmente s comparaes que se faz, usando os recursos materiais. No
tiramos o esforo nem queremos anular as pesquisas cientficas acerca
das coisas espirituais. No  essa a nossa inteno. Somente pedimos a
todos os nossos irmos encarnados que comecem pelo princpio, e no dem
saltos nos caminhos cientficos da vida. Aprendamos primeiro a
harmonizar os pensamentos, a dominar o verbo, a criar condies dentro e
fora de ns, para que o amor possa ser o nosso ambiente de viver. Diante
disso, notaremos o desabrochar em nossos coraes de outro tipo de
conhecimento, que nos dotar de valores pelos quais a verdade nos
revelar segredos at ento escondidos nas dobras do tempo.       Como
conhecer o Esprito, se ainda no sabemos o valor do perdo?       E
como dominar o perdo, se ainda no perdoamos nos moldes do esquecimento
das faltas cometidas contra ns?       E como conhecer a caridade, se
ainda no vivenciamos essa caridade justa e proveitosa?       Como
conhecer o Esprito, se ainda no conhecemos o amor? E como conhecer o
amor, se ainda no amamos na verdadeira acepo da palavra?
Meditemos na distncia em que nos encontramos da conscientizao ntima
da alma... Eis porque o Evangelho vem nos convidando para uma reforma
nos nossos costumes em primeira mo, para depois sentirmos que somos
necessitados de maiores conhecimentos!       Meu irmo,  mais lgico
dar os primeiros passos na grande senda do aprendizado espiritual, com
Jesus, para que possamos conhecer determinados segredos da natureza.
O Cristo  o Mestre Incomparvel; ouamo-lo! Todos os dias, a sua voz se
faz ouvir por todos os meios que desejarmos, basta que haja interesse em
aprender com humildade.       Livremo-nos do orgulho e do egosmo e
abramos a mente para a verdade, que ela nos libertar. No queiramos
saber o que  o Esprito. Por enquanto, somente basta que saibamos que o
Esprito  vida, sustentado pela Vida Maior  Deus. Nosso dever maior
neste momento, e na fase em que nos encontramos,  compreender as leis e
obedec-las;  ativar a harmonia dentro de ns. Estaremos sentindo,
desta forma, Deus na alma e o Cristo em ns, e a luz nunca se apagar em
nosso corao. Todas as vezes que surgir a idia de conhecer Deus e o
Esprito, oremos com f, que logo veremos e sentiremos a resposta que
for conveniente as nossas necessidades de saber. 24 0024 / LE Atributos
do Esprito       Na linguagem correta, a inteligncia  atributo do
Esprito e no sinnimo, por no ser igual  fonte de onde promana. Os
valores da alma so inmeros, por vezes incontveis, na rea do seu
despertamento espiritual. As nossas comparaes so plidas,
referindo-se ao Esprito. A realidade  mais profunda e os arcanos
esperam pelo tempo, para serem revelados, obedecendo s leis da
relatividade que regulam os conhecimento de todos ns.       Como  bom
conhecer a luz das regras e ter de ser dcil  vontade dAquele cuja luz
faz parte da prpria vida!       O        Esprito  uma chama onde se
concentram todos os requisitos para a felicidade. No centro de seu
energismo divino, vibra um acervo de faculdades ainda desconhecidas
pelos sbios. A alma foi feita com todos os atributos da perfeio, por
ter sado sob o fulgor da perfeio maior:       Deus. Assim, o que
chamamos de evoluo, podemos chamar de despertamento. Se escrevemos e
falamos sempre sobre a evoluo do Esprito,  por nos faltar recursos
na linguagem, mas, nunca empregada com tal sentido. Todos j nascemos
perfeitos, bastando para isso o despertar das qualidades inerentes ao
nosso mundo interno, que somente Deus conhece, e ns outros temos
algumas notcias.       Quando falamos da urgncia de conhecermos a ns
mesmos,  no sentido da educao dos hbitos arraigados, cuja
permanncia em ns entorpece os nossos sentidos espirituais mais dignos
de serem mencionados, e no do conhecimento ntimo do Esprito. A
distncia a percorrer nos d vertigem, pois a razo, mesmo a mais
apurada, mesmo a inteligncia mais lcida so incapazes de registrar o
conhecimento integral do Esprito. Entreguemos isso ao tempo, que ele
nos falar pela vontade de Deus, na hora certa, o que nos for mais
conveniente.       A vida , pois, uma eterna busca, por esse motivo 
que Jesus sentencia com propriedade: buscai e achareis. Nunca ficaremos
sem resposta, jamais ficaremos sem o entendimento, na medida das nossas
capacidades; no entanto, o esclarecimento vem, no atendendo a nossa
vontade, mas, de acordo com a vontade do Senhor.       Os homens
geralmente confundem os efeitos pelas causas. As causas sempre se
escondem no mais profundo, no silncio da sutilidade, na harmonia da
prpria vida, e cantam em todas as dimenses que podero manifestar a
existncia, para a glria do Criador, O Esprito  a essncia das
essncias,  a harmonia do Divino,  a luz das luzes que conhecemos; a
sua candura retrata a sua genealogia.       Diferenciamos o Esprito das
outras coisas pelo fator inteligncia, que comanda a razo, pelo livre
arbtrio na escolha do mais conveniente. Entretanto, se estudarmos a
natureza mais profundamente, notaremos inteligncias esplendendo em
todos os seus reinos, como, por exemplo, no prprio corpo humano, onde
h o trabalho inteligente no mundo celular, que  o metabolismo. J
tivestes oportunidade de estudar a vida de uma rvore na sua feio mais
rica de valores? Nela existe uma fora inteligente comandando seu
ciclpico corpo, dividido em trilhes de partculas obedientes a um
comando. A razo, a inteligncia do homem, certamente que marca um passo
a mais na evoluo da morada espiritual, movendo o corpo fsico, o que
no quer dizer que somente ele tem inteligncia. So atributos do
Esprito todos os dons, como em tudo existe reflexo dormindo e
desabrochando como sendo a luz de Deus, dentro de tudo que existe.
Estudemos, de mos dadas, em todas as escolas do mundo, e ingressemos
cada vez mais no estudo da escola espiritual, porque ela  um passo a
mais para a nossa libertao.       Alcanaremos a paz espiritual pelo
trabalho de luz, na luz de Deus. 25 0025 / LE Independncia do Esprito
O Esprito no  uma propriedade da matria. So duas coisas distintas,
e a resposta de O Livro dos Espritos revela um segredo de difcil
compreenso para os homens, dizendo que o Esprito se serve da matria
para intelectualiz-la. Sem o Esprito, a matria no alcanaria esse
empuxo espiritual e essa dinmica inenarrvel. Compreende-se, pois, que
o estmulo do Esprito no reino das coisas materiais a eleva, de sorte a
coloc-la acima do estado de inrcia.       O        Esprito  luz que
vibra em alta ressonncia na purificao do prprio ambiente e, se ele
intelectualiza a matria, o seu atributo desperta nela algo que dormia
na profundidade fsica. A morada divina  o agente direto da Divindade
onde quer que seja, na misso elevada de acender luzes e despertar
valores.       Se o Esprito fosse uma das propriedades da matria,
seria de menor valor que esta. E o contrrio que ocorre: a matria 
serva do Esprito em todos os ngulos da criao,  um instrumento do
qual ele se serve, como condio ao seu aprendizado.       As coisas
fsicas constituem, para a alma, um regime agressivo, de maneira a
despertar qualidades quietas na intimidade do ser espiritual. Foi esta a
vontade de Deus quando a criou. A matria  energia concentrada e a
energia  a matria em estado rarefeito. Existem muitas coisas entre um
estado e outro, que escapam s nossas sensibilidades. No devemos
comparar nem dizer que a alma  filha da matria. Esprito  Esprito,
matria  matria.       Nossa independncia  que nos caracteriza como
individualidades mais ou menos livres de determinadas peias, criadas
pela falta de liberdade, como os conglomerados fsicos.       No amanh
sero conhecidos outros valores do Esprito, acima dos que j conhecemos
e que dormem ainda no imo dalma, no bero da conscincia, esperando o
chamado divino da Divina Luz, que desperta os talentos mais valiosos,
que a excelncia da vida proporciona aos seres que completaram o curso
do amor na faculdade da Terra, para comearem outro em dimenso mais
pura.       O        Esprito vai ficando cada vez mais independente das
coisas inferiores, e integrado na dependncia de Deus, como mdium da
luz, com a misso de transformar as trevas por onde venha a passar,
divulgando conceitos altamente espiritualizados e ensinando pelo
exemplo, para a concretizao da harmonia em todos os coraes e em tudo
o que existe.       O Esprito no perde a sua individualidade como
muitos pensam, ele  cada vez mais ele, na ascenso que deve percorrer
e, o que  seu,  intransfervel. Todavia, o celeiro de tesouros
armazenados no seu corao espiritual  como que fonte doadora de
recursos em todas as direes, como um sol a ajudar a vida e a
enriquecer o ambiente, para que as vidas da retaguarda se conscientizem
dos seus valores e acordem com as suas prprias foras.       Tudo que
temos  conquista na direo que a Luz Maior nos capacitou a caminhar,
porm, nunca conquistamos algo sem Deus. Ele , por lei, o nosso motivo
de viver. A matria  um dos corpos do Esprito, intermediria dos
outros na sutileza das afinidades, para que se complete uma unidade com
vrias divises independentes.       O Esprito deve ser Esprito na luz
de todos os entendimentos, e cada um, encarnado e desencarnado, deve se
colocar naquela esperana da felicidade individual como tambm no
esplendor do amor coletivo. Roguemos a Deus que nos ajude a compreender
cada vez mais a independncia da alma, pelo menos no tamanho em que ela
se encontra, referindo-se a ns mesmos. 26 0026 / LE Esprito Livre
A cincia vem trabalhando, pelos meios de que dispe, para encontrar o
Esprito. Ela j sentiu a sua presena em muitas das suas pesquisas, e 
por essa verdade que o procura.       Notamos o grande interesse de todo
o mundo cientfico e filosfico na busca de mistrios, cujos fenmenos
tm beneficiado todos os povos, desde os fatos sociais mais puros  f
humana e divina.       O Esprito  fora, dentro da fora maior, Deus,
que o alimenta e sustenta em todos os rumos, condicionando valores e
desatando luzes em todos os coraes. A alma, mesmo presa  matria, 
livre na sua essncia. Ela tanto cede aos processos inferiores, quanto
se interliga com o bem, dando forma  energia, para trabalhar no campo
imenso da expanso das qualidades elevadas, que vibra em tudo, pelo amor
que irradia em todas as substncias.       Pelo pensamento podemos
deduzir que somos individualidade separada da matria, e que a matria 
uma substncia separada do Esprito, porm, no caso do Esprito
encarnado,  foroso compreender a necessidade da alma progredir e fazer
com que a matria avance com o progresso, desfazendo-se da sua prpria
letargia. Quanto mais estudamos, mais vamos tomando conhecimento dos
segredos da natureza, compatveis aos segredos do Esprito, e esses
conhecimentos nos trazem certa luz e fora, de maneira a nos libertar,
ou ajudar na nossa libertao espiritual.       Podemos conhecer o
Esprito sem a matria. A experincia do momento pelo qual passamos nos
d meios para este conhecimento, no somente pelas experincias
prprias, como pelas anotaes e vivncia dos outros. Cada trabalhador
deste campo dar-nos- uma parcela de confirmaes da existncia da alma
livre da matria. Os irmos que carregam no corao a infelicidade de
negar a sua prpria existncia como Esprito livre que sobrevive depois
do tmulo, esto mentindo para si mesmos, esforando-se para apagar a
chama de verdade, acesa no corao pela mo divina.       Ningum
consegue contrariar as leis espirituais. A fora de Deus as sustenta e
d vida. Negar o prprio Pai  desmantelo da conscincia, e desajuste
dos prprios sentimentos.       No existe uma famlia, uma criatura
sequer na Terra, que j no tenha constatado um fenmeno de ordem
espiritual. Cada vez que o tempo avana, mais visveis vo ficando as
comunicaes dos desencarnados com os que transitam na carne, trocando
idias, estimulando sentimentos e inspirando escritores em todos os
campos do saber. Negar os fatos to comuns entre os homens  torcer uma
verdade que est desabrochando como o Sol do meio dia.       O Esprito
 livre e comunica onde quer que seja, fazendo a vontade de Deus na
instruo e no amparo a todas as criaturas da Terra. Quem nega o
Esprito est recebendo seus benefcios pela gua que bebe, pelas vestes
que usa, pela comida que o alimenta, pelo ar que respira e pela paz que
desfruta, porque os Espritos do Senhor, em falanges do bem, tm ao em
todos os reinos da natureza, para que surja a harmonia na criao. Se a
prpria cincia, nos dias que correm, j nos mostra muitas coisas que
estavam antes invisveis, e, se j desfrutamos destes vus que se
suspenderam, como no crer no mais alm?       A carne  um dos vus
inmeros na escala infinita dos segredos de Deus. Se estudarmos
profundamente os fundamentos filosficos, encontraremos verdadeiramente
o Esprito envolvido em outros corpos, que lhe garantem a grande viagem
evolutiva para Deus, o seu Criador. Entretanto, ele no depende do corpo
para continuar a sua vida em outra faixa, o corpo  que depende dele
para lhe garantir a forma que usa como homem.       Procuremos trabalhar
para maior liberdade, que nesse esforo, sendo uma prece, os Cus nos
atendero, fazendo-nos cada vez mais livres. 27 0027 / LE Duas Foras e
Um Comando       A filosofia esprita  um assunto hiperfsico que enche
a atmosfera de encantos e de esperana. A maior beleza dessa literatura
 que ela nunca pra no tempo nem no espao, alm de ser movida pelo
progresso, que estimula e d uma feio divina s revelaes.       H
duas foras distintas, consubstanciadas no mesmo princpio, e um comando
central com personalidade independente, como comando nico de todas as
coisas: matria e Esprito, e Deus. Todavia, entre uns e outros,
necessrio se faz a existncia de fludos imponderveis, cada vez mais
puros, de conformidade com a pureza da forma ou da inteligncia. No
podemos confundir essas divises altamente distintas umas das outras,
pelo seu modo de ser, pelas vibraes correspondentes ao estado em que
se encontram, na posio de servos do Senhor.           Matria 
matria, Esprito  Esprito e Deus  Deus, porm, a matria vem do
Esprito e o Esprito vem de Deus. Certos pormenores que desconhecemos,
mais tarde nos sero revelados, quando a nossa evoluo comportar tais
segredos, na gravao das nossas necessidades. Por enquanto, devemos nos
conformar com o que j nos foi dado atravs de inmeras revelaes e
dados preciosos, por diversas vias que a Inteligncia Suprema achou
conveniente. Quando o discpulo est pronto, o mestre do Saber aparece,
muitas vezes de forma surpreendente.       O homem inteligente deste fim
de sculo est compreendendo a existncia de fludo sutil na natureza,
apresentando muitas escalas vibratrias, sentindo a comunicao deste
fludo em todas as direes da vida. Ele  comandado pelo Esprito, mas,
com alta ressonncia da matria. Ele  o intermedirio entre um e outro,
para que nada fique separado do comando central, que  Deus. Este fludo
universal dimana do Criador na sua pureza virginal, e ao sair das
sutilezas peculiares da sua fonte, comea a se transformar, obedecendo a
regras e formando ambientes, sem que a nossa inteligncia possa
determinar os seus caminhos, por serem indescritveis, at a matria
bruta de formas variadas.       Essas sendas percorridas pelo hlito
divino, do Pai Celestial  matria, e desta a Ele, nas inenarrveis
corridas de transformaes das essncias, no se encontram ao nosso
dispor para que possam ser reveladas.  bom e justo que esperemos, que
elas surgiro na ordem que o mundo espiritual achar mais acertado. Se a
natureza fsica no d saltos, a espiritual se movimenta com maior
harmonia do que se pensa. Deus  a sntese de todas as harmonias.
Nas modificaes da matria, para que ela se expresse em natureza
diferente, sendo no fundo o mesmo elemento primitivo, existe a mo
divina, O divino laboratrio dos movimentos e o milagre, aparecem pela
vontade do Comando Maior. O homem de cincia deve e pode estudar essas
combinaes; no entanto, quanto mais sabe, na faixa evolutiva em que se
encontra, mais sabe que ainda no aprendeu o suficiente. Vive no mundo
das teorias, nos conceitos mutativos, por no ter encontrado ainda a
verdade.       A mediunidade operante com Jesus Cristo poder ser um
fulcro de mutaes dos fludos e magnetismo de variadas ordens, que aos
homens chegaro de todas as direes para corrigir os desequilbrios de
variadas caractersticas. A mente humana, adestrada nos conceitos do
Divino Mestre, que exercita todos os dias as virtudes anunciadas por
Jesus e por Ele vividas, fica capacitada para fazer do ter fsico o
magnetismo puro que restabelece todas as coisas e harmoniza todos os
corpos, doando ainda, a todos os seres, uma cota de energia, donde nasce
a maior esperana para os sofredores: a esperana de viver e confiar na
vida e em Deus. Essas transmutaes nascem na fonte de um estado dalma
divino, que se chama Amor. A matria e o Esprito so como que um corpo,
onde se move o Comando Divino, na sua maior expresso de ser o que . 28
0028 / LE A Misso da Palavra       Aconselhamos ao leitor reler, antes
de iniciar esta leitura, o sbio comentrio de Allan Kardec referente 
pergunta nmero vinte e oito, para que tenha fora para acalmar o
impulso de saber, at onde deve ser alcanado, porque neste rumo das
revelaes no temos outra coisa a dizer alm daquilo que ele expe,
inspirado nas mais altas foras de vida.  bom, e muito bom, que o
corao ajude a palavra, inspirando-a na sua grande misso de falar
construindo, e construir falando certo.       O verbo que o homem j
domina com certa facilidade, seu filho de longa data, educado na boca do
sbio, tem a misso junto a todos os seus recursos, de aprofundar-se nos
segredos da natureza e fazer os mesmos homens compreenderem as belezas
da criao, porm,  de ordem comum entre as coisas de Deus, que ele
fale com toda a simplicidade, sem esquecer a clareza dos princpios.
A misso da palavra  sublimada, desde quando temos outros sentidos
desenvolvidos para compreend-la. Para tanto, o nosso dever  educ-la,
naquela escola cujo mestre maior  Nosso Senhor Jesus Cristo. Com Ele a
palavra atingiu os cimos da evoluo, coroando, com a mais alta
condecorao espiritual, o verbo, ao falar como o fez, quando da sua
estadia divina junto a ns, da mais elevada virtude vivenciada nos
caminhos da Terra: o Amor.       A sabedoria de Deus confunde o
raciocnio humano. A essncia divina, ao sair da sua pureza lirial, da
sua unidade absoluta e indivisvel, torna-se dade, manifestando-se em
tudo com todos os valores correspondentes s suas mutaes, para melhor
servir, pela fora e claridade do progresso. A razo  pobre para
explicar os segredos do Criador. A evoluo tem o poder de transformar a
inteligncia em sentido altamente dominante, na arte de conhecer. Dentro
de ns existem, como sabemos, os talentos divinos, que so favos de luz
colocados na nossa conscincia pelo Senhor. Cada vez que so despertados
 na expresso filosfica denominada Evoluo  nos mostram rumos novos
da sabedoria.       Deus, na convenincia de sua sabedoria, houve por
bem criar inmeras divises na construo da casa universal. Cabe a ns
outros estudarmos todos os princpios da sabedoria e procurarmos, com
humildade, a obedincia s leis naturais, que regem e sustentam toda a
criao divina. Perder tempo com discusses sem sentido educativo 
forar o inconveniente a transformar-se em ignorncia. Se ainda no
entendemos o que almejamos conhecer,  bom guardarmos serenidade, e
esperarmos a oportunidade, que o arcano do tempo tudo nos revelar no
momento preciso, quando as nossas foras suportarem o impacto da
verdade.       Tudo que existe obedece a uma seqncia estabelecida pela
harmonia. A matria que tanto estudamos tem sua vida prpria sob a
influncia do Esprito, e o Esprito vive na atmosfera de Deus. A
independncia , pois, at certo ponto, de concordncia e as afinidades
congnitas  que nos garantem a vida, na vida de Deus.       Existe algo
de divino dentro da matria e outro tanto vibrando no Esprito, que por
enquanto desconhecemos. At para os grandes benfeitores  pelo menos  o
que ouvimos deles  Deus  um segredo absoluto. No podemos decifr-lo,
por faltar em ns as qualidades de um deus. 29 0029 / LE Propriedade da
Matria       Voltamos ao assunto da matria, por ser ele um segredo
engenhoso da natureza. Os descortnios humanos se perdem no infinito da
matria, buscando nela os seus arcanos reveladores. No entanto, esse
empenho depende do estado evolutivo das criaturas, do uso que podero
fazer dessas coisas ocultas, altamente benfeitoras nas mos dos
Espritos evoludos, tornando-se em foras malficas em mos
inescrupulosas.       Ainda existem muitos que procuram descobrir mais
coisas sobre a matria, muitas vezes atravs dos canais medinicos, no
sabendo eles que os Espritos, mesmo os mais evoludos, no podem
quebrar a seqncia estabelecida pelo Chefe Supremo de todos ns, que
regula as revelaes em todos os campos do saber.       A humanidade, no
momento, no est precisando de mais cincia para viver melhor e, sim,
de educao dos prprios sentimentos.  necessrio que vigore, de agora
para frente, o conhecimento sobre o amor e a aplicao prtica desta
virtude incomparvel, que se divide ao infinito para ajudar com
eficincia. Se Deus deixasse o homem, na escala de evoluo em que se
encontra, descobrir o que ele deseja sobre as propriedades mais
profundas das formas, deixaria em perigo a sua prpria moradia, pois
apenas com o que j teve oportunidade de descobrir, poder faz-lo
passar por vexames em futuro prximo. A fora maior que a humanidade
alimenta  o dio, a ganncia, a inveja, o orgulho e, acima de tudo, o
egosmo. As transaes comerciais esto na frente de todos os
sentimentos altrusticos e o Cristo foi esquecido na sua mais profunda
esquemtica de nivelar os homens, como sendo irmos, filhos de um mesmo
Pai, de empenhar com seus discpulos para pregar o Evangelho a todas as
naes, a todas as criaturas.       Como descobrir mais segredos da
natureza, se ainda estamos usando o avio, uma bno dos transportes,
para matar e dominar os povos, destruindo naes e relegando muita gente
 misria? Como dominar com mais propriedade as microondas e a luz, na
sofisticada expresso da eletrnica, se estamos usando o rdio e a
televiso para a discrdia e para o crime? Por esses dois exemplos
podemos deduzir que j constitui muita bondade de Deus, o que j foi
descoberto, O sculo em que vamos todos entrar, o incio do terceiro
milnio,  o sculo do amor, onde todos iro se interessar pela educao
dos sentimentos, porque somente o amor sabe dirigir a cincia, para que,
unidos, rasguem o vu. A poderemos compreender, conquistar e viver a
felicidade.       O fludo universal toma formas variadas, de
conformidade com as circunstncias e com o ambiente, onde Deus acha
conveniente a sua transmutao. A matria  filha dos fludos
imponderveis, porm, no se move por si mesma. Inteligncias altamente
evoludas asseguram este trabalho divino, na divina expresso do
Criador. Nada vive sem Deus. Todos ns obedecemos a sua coordenao. No
existe liberdade total diante do Criador. Ele foi,  e ser sempre o
nosso motivo de viver.       O homem j domina a gravidade, mas, no
pode ainda descobrir meios para o isolamento da mesma, segredo que j 
de completo domnio dos Espritos superiores, cujos fenmenos so
produzidos pelos santos de todos os tempos, com maior relevncia em
Jesus Cristo. Ela  relativa, porque fora da sua ao os corpos no tm
peso. Segmentos da cincia tm trabalhado com afinco para tornar os
homens e objetos invisveis aos olhos dos prprios homens. No
conseguiram, por lhes faltar amor no corao, por no saberem usar esses
meios para o bem da humanidade.       Enquanto as criaturas do saber
terreno no se empenharem em conhecer a si mesmos, na razo direta da
verdade, nada faro por sua prpria sade, por tomarem caminhos
obscuros, antinaturais. Se no descobrirem a ao malfeitora do dio, do
orgulho e do egosmo, como podem avanar desordenadamente nos segredos
da natureza exterior para destruio das suas prprias possibilidades de
evoluir? A cincia precisa se modificar, porque agora  a vez do amor,
no preparo da vida, para que essa vida seja luz nos caminhos dos homens
e bnos para os Espritos de Deus. 30 0030 / LE Formao da Matria
A formao da matria perde-se na eternidade do tempo e nos caminhos
infinitos do espao. O homem de bom senso contenta-se com o saber que
surge na gradatividade dos seus prprios passos. s vezes se encontra na
Terra, revelaes altamente iluminadas, mas somente as encontramos
quando estamos preparados em Esprito e em verdade.       A verdadeira
gnese da matria, no modo pelo qual pensamos, escapa dos nossos
sentidos, falta-lhes algo para os determinados registros da sua
formao. No entanto, sabemos de alguma coisa que nos capacita a dizer:
a forma vibra em uma baixa freqncia. A cadncia  demorada para que
possa ser vista, como o  palpvel, e os laos que a envolvem so de um
agente invisvel que lhe sustenta e d vida no estado em que se
encontra.       Quem pensa e fala que a matria est morta, no
descobriu que tambm faz parte dos mortos de Esprito. Nada tem a
inrcia total. A vida palpita em tudo, com grande empenho de expressar o
Criador. Tudo que pensarmos ser matria primitiva, longe est da
verdade, ainda estamos no princpio dos estudos sobre ela. Se o
macrocosmo  infinito, o microcosmo obedece a mesma lei.       A
formao da matria segue leis que orientam a descida da energia divina,
na mais perfeita harmonia que podemos pensar. Ao comear a sair do
centro de vida do Criador, ela inicia a sua transformao de variadas
conseqncias. A idade da matria no pode ser contada pelos moldes que
conhecemos, no acanhado mundo que vivemos e nas prises em que se
encontram os homens.       Estamos caminhando para um conhecimento mais
concreto sobre as leis naturais, cujas foras fazem agregar-se elementos
e desabrocharem energias sutis, guardadas no seio da prpria forma,
viajando na sutileza dos ventos, acomodadas nos ambientes suaves das
guas e concentradas para despertar as conscincias das rvores. O homem
pode ficar de posse destes tesouros  maravilhas da natureza desde que
ele abra as portas do entendimento, sem que haja inverso dos prprios
valores. Eles, esses tesouros, devero ser usados na verdadeira acepo
da palavra universal!       Ainda no seio da famlia humana vigora a
contradio, desde que no apoiemos as idias de quem as transmite, pois
Deus no est sujeito s ordens humanas, nem os Espritos superiores s
leis feitas para nos disciplinarem.       Ds pouco valor  matria, por
viveres dentro dela e desconheceres o que desfrutas das suas qualidades.
Ela registra tudo o que fazes, na sua mais ntima estrutura, para dar
contas ao Criador. Quando ages em desacordo com as leis naturais, a
nica pessoa a quem enganas  a ti mesmo. Essa  a realidade, que a
prpria cincia haver de afirmar no mbito da sua evoluo como cincia
divina. Se queres compreender pela razo as mudanas da matria, observa
uma semente que plantas, acompanhando seu progresso na formao de uma
rvore e, em seguida, os frutos. Nas entranhas da me, no aproveitamento
das energias que nela so armazenadas, gera-se o corpo do filho, o mais
perfeito aparelho surgido na Terra. O que fizemos para que isso
acontecesse?       A transformao da matria  um milagre, fenmeno
esse ainda por desvendar, Os agentes deste acontecimento so Espritos
que aprenderam a amar, estudando o Amor como uma cincia do mais alto
valor espiritual. Vamos dar as mos, inteligncias presas na carne e
livres em Esprito, para que a escola do amor cresa em todos os rumos e
estimule o corao a viver essa virtude incomparvel. 31 0031 / LE
Modificaes da Matria       As diversas propriedades da matria se
originam de um s elemento primitivo, oriundo do seio do Criador.
Compete ao homem estudar, analisar, que encontrar a verdade vibrando no
centro da prpria vida. Jesus j dizia: Batei e abrir-se-vos-, buscai e
achareis. A quem bate nas portas da verdade, elas se abriro, e quem a
busca pelos estudos srios, certamente que a encontrar para o seu
prprio conforto e enriquecimento espiritual.       A matria primitiva
comea a entrar em mutaes quando sai do sopro divino. Em cada
ambiente, em cada toque das necessidades, essa matria una entra em
variaes, atendendo  vista e embelezando o universo. A lei das
mutaes opera em tudo e em todos. A prpria cincia j conhece essa
verdade, pelo tomo com os seus eltrons. A matria se modifica com as
mudanas do cortejo eletrnico que se chama vibrao.       Assim como
Deus  nico em toda a criao, a matria no poderia ser de outra
forma,  una, em todos os seus aspectos, correspondendo  segurana da
prpria vida.       A lei estabelecida por Deus  tambm una, no
entanto, ela se diversifica pelas necessidades dos homens e das coisas.
A multiplicao  infinita, semelhante ao amor que cresce, de sorte a
atingir toda a criao pelos processos do mesmo amor na dinmica da
caridade.  observando matria e antimatria, Esprito e corpos
espirituais, que se notar a grandeza de Deus e a sua presena em toda
parte. Ainda h muitos segredos para serem revelados e os maiores se
encontram dentro da prpria criatura, esperando que estudemos, e usemos
do manancial divino que se acha em ns e a nosso favor.       A razo
no pode explicar o infinito, mas, pode ter alguma idia do que possa
ser, como, igualmente, o raciocnio no tem capacidade de entender a
personalidade de Deus.       Sempre encontramos mistrios. Mesmo que
desvendemos alguns, existem mais, por ser a evoluo uma fora natural e
permanente em todas as direes da vida. Estamos de posse, encarnados e
desencarnados, de mnima parcela daquilo que deveremos saber. As
distncias so imensurveis, de ns a Deus.       Se analisamos a
matria na condio de prece,  nela mesma que poderemos observar o
prprio cu, pela beleza da sua magnitude e ordem, na sinfonia
universal. A matria  a presena de Deus, nos levando e nos fazendo
entender o seu magnnimo amor, O tempo dar-nos- noes elevadas sobre a
Divindade, irradiando sua presena benfeitora na mnima partcula da
matria, at nos mundos que circulam no infinito, nos dizendo: Eu sou o
Pai. Vinde a mim todos vs que sofreis. 32 0032 / LE Substncia
Primitiva       Avanando no entendimento, necessrio se faz que
respondamos alguma coisa acerca dos estudos em ateno, no que tange 
matria propriamente dita. Em O Livro dos Espritos, o codificador
insiste em determinadoS assuntos, procurando a selva mais profunda dos
conhecimentos a que se refere, neste caso, a matria.  de lgica comum
para os estudiosos, principalmente do espiritualismo, que a natureza 
um segredo de Deus a expressar a sua prpria sabedoria. Desvendar essa
natureza requer qualidades que ainda no possumos; no entanto, no 
por isso que deveremos cruzar os braos frente ao saber universal - a
revelao nos vem de acordo com a nossa subida.       O Esprito da
Verdade chamava a matria primitiva de molcula primitiva, porque os
homens daquela poca desconheciam o alm da molcula, eles respondiam de
acordo com o conhecimento humano, para serem entendidos. Quanto mais a
cincia se aprofunda, mais se perde no regime das substncias da
molcula. Partiu para o tomo, eltrons, elementos nteratmicos, e
apoderou-se do sentido de que a viagem cientfica ao microcosmo 
verdadeiramente infinita. Onde est a matria primitiva? Perde-se nas
nossas fracas dedues. Confunde-se a matria com o Esprito, e este com
Deus, o Criador de todas as coisas. Se no damos conta de dominar a
matria fsica, ainda mais o que existe por trs dela, como, por
exemplo, os fludos de onde ela se originou! A escala das substncias 
infinita. A ao de caridade  troca de substncias que escapam 
cincia da Terra, mas que  uma verdade no mundo dos estmulos. A
sugesto que os magnetizadores usam e que negam a participao do que
no vem, no impede de circular, por leis universais, as trocas de uns
para os outros de foras sutis, de acordo com os sentimentos de quem d
e de quem recebe.       Os clarins de Deus tocam pelas bocas dos anjos,
a nos dizerem que chegamos no momento de modificarmos os nossos
sentimentos, no que se refere  vida. Mudanas e mais mudanas devem se
operar, para compreendermos o sentido da verdadeira vida e aprendermos
pelo menos a saber perguntar aos luminares da eternidade o que realmente
nos faz melhores na escala  qual pertencemos, na grande viagem
evolutiva, no despertar dos valores dentro de ns.       A energia no
tem forma determinada, a no ser na sua profundidade que desconhecemos.
Ela  orientada por altas inteligncias e vai baixando as vibraes.
Nessa descida, vai tomando formas que garantem os valores da sua
expresso. A sua natureza surge pela vibrao, que congrega valores na
obedincia da lei de atrao, formada em um campo de fora, na gama das
suas combinaes elementares.  a que fornece suas propriedades aos
sentidos apropriados dos homens, como, por exemplo, o paladar, os
perfumes e os coloridos que tanto nos agradam.       Os estudos so
fascinantes e nos levam a crer em uma Fonte Suprema que tudo orienta na
maior harmonia, e cujo amor escapa a todas as inteligncias, porque
interpretamos essa virtude singular de acordo com a posio espiritual
que j atingimos.       O ato de caridade  uma troca de substncias que
escapam  cincia da Terra, mas que  uma verdade no mundo dos
estmulos. No caso, por exemplo, dos magnetizadores, alm da sugesto
que eles usam, movimentam foras sutis, cuja existncia muitos negam,
por no perceb-las. Essas foras so permutadas, de acordo com os
sentimentos de quem d e recebe.       Jesus trouxe uma equao muito
simples para a humanidade. A sua capacidade de sintetizar os valores
eternos em poucas palavras, como fez no seu Evangelho de vida, 
extraordinria. Ela alinhou conhecimentos em todas as escalas da subida
espiritual, para que nenhum ficasse sem o conforto da sua assistncia,
para que ningum ficasse rfo da bondade de Deus.       Antes de
pensarmos em conhecer a substncia primitiva da matria, vamos pensar e
pedir ao Senhor que nos ensine a perceber o amor primitivo do seu
corao para conosco. 33 0033 / LE A Fora de Deus       Novamente surge
o mundo molecular, para fazerem-se entender as questes da forma fsica
e a sua expresso caracterstica. Quando falamos da molcula primitiva,
como narra O Livro dos Espritos,  para se entender a matria
primitiva indivisvel, e no a molcula divisvel conhecida pelos
homens.  necessrio que nos reportemos  linguagem antiga, para melhor
entendimento dos assuntos ventilados.        de bom alvitre que
percebamos a fora de Deus em tudo o que existe e vive. A energia
primitiva que circula em todo o universo toma formas variadas, de acordo
com a vontade divina. J comea a modificar-se ao desprender da forma
geradora, e os Espritos do Senhor, conhecedores da cincia eterna,
trabalham em todas as operaes de alta e baixa vibrao da molcula
primitiva, para que esta obedea a todas as mutaes que correspondem 
vontade dominante, no grande laboratrio da natureza.       Essa energia
que recebe vrios nomes ao aparecer nas telas dos conhecimentos humanos
e espirituais, no muda nada por isso,  a mesma essncia, sustentculo
da prpria vida. No Oriente, os chineses a chamam de fora Ki e os
indianos de Prana, no Ocidente  conhecida por ter Csmico e pelos
espiritualistas, como Hlito Divino, e assim sucessivamente, mas ela
continua sendo o mesmo elemento primitivo, dirigido por Deus em toda a
sua casa maior. Esse elemento, ao ser atrado pelo Esprito superior,
mesmo encarnado, toma a forma e o carter que os seus sentimentos lhe
emprestam para determinada funo, marcada pela sua compreenso.
Buscar mentalmente essa energia requer sabedoria. Familiarizar-se com
essa energia divina  uma grande responsabilidade, porque ela pode nos
servir para a tranqilidade da conscincia, bem como marcar em nossos
caminhos duras provas, eis porque devemos us-la na mais completa
harmonia com Jesus Cristo.       O Esprito superior responde a Allan
Kardec, que tudo est em tudo. Ele sintetizou a mais profunda
sabedoria nesta curta frase. As diferenas esto nas mutaes operadas
pela vontade, ambiente e vibraes, sendo o mesmo alicerce primitivo,
que denominamos fora de Deus.       No existe erro na esquematizao
do Senhor. A harmonia  a tnica da vida. Quando descobrimos os caminhos
dessa serenidade, respeitando todas as leis de Deus, desaparecem dos
nossos roteiros os problemas, os infortnios e as dores, e comeamos a
andar com ps firmes dentro do paraso, onde a paz e a felicidade formam
o clima comum de todos os seus habitantes.       Recebemos sempre o que
merecemos. Quem reconhece a bondade de Deus no desconhece esta mxima.
 bom e racional que devamos fazer por merecer as bnos do Senhor, ou
ento, que assimilemos essas bnos que caem sobre os homens como os
raios do sol, dependendo de cada criatura aproveit-las, na qualidade de
estudante da verdade.       Se queremos entender a fora de Deus e o
movimento dela oriundo, que d todas as caractersticas s molculas
primitivas ao se comporem e desfazerem em formas infinitas na grande
seqncia eterna, que desperta a luz em tudo que existe e se move dentro
da Criao, voltemos os olhos e o corao  escola do Cristo. Sem ela,
difcilmente entenderemos os nossos deveres para que possamos cooperar,
mesmo dentro dos nossos limitados recursos.       Se ainda sentimos
dificuldade em perdoar o nosso irmo, que porventura nos ofende, se
ainda alimentamos o orgulho e o egosmo h milnios, em nossos coraes,
se ainda desconhecemos os valores da caridade e do amor a Deus e ao
prximo, como conhecer os segredos profundos da natureza e de Deus?
Beijemos a Terra com gratido e humildade, pelo que ela tem feito por
ns, para depois elevarmos os olhos aos cus, cantando louvores na
orquestrao vivencial e neste ambiente de luz, a conscincia nos
facilitar meios de dialogar com a Inteligncia superior. 34 0034 / LE
Forma Molecular       Ainda focalizaremos o elemento primitivo. A
matria primitiva, devemos dizer novamente, est longe das anlises
humanas. Escapa aos aparelhos fsicos porque se encontra configurada em
dimenses diferentes das de ordem material. O elemento primitivo pulsa
na dimenso espiritual do Esprito, como fludo sutil. Ele foge mesmo s
vistas dos Espritos, a no ser daqueles que se encontram em alta
escala, como sendo Espritos perfeitos.       Deus, pelo seu atributo
divino, a inteligncia, coloca nas mos de cada criatura, somente o que
pode suportar, e esconde o que ela ainda no pode ver, para o bem e a
felicidade de todos os seus filhos.       A humanidade se encontra num
fechamento de ciclo evolutivo, onde a terapia da dor no pode faltar.
Somente ela desperta nos coraes os mais profundos sentimentos de
fraternidade, no entanto, pode ser aliviada. A moderao das catstrofes
j se encontra nas cogitaes do Mestre, desde quando os homens
empreendam o esforo prprio em todos os rumos do aprimoramento
espiritual. As religies esto surgindo no mundo, por vezes com divises
para atender a todos, na qualidade de socorro espiritual.         A
poltica se afoga em um mar de sangue, usando a prpria cincia que
dever ser pacfica e benfeitora, para o morticnio devastador.
Esperamos que o entendimento surja, porque mesmo a custo exorbitante ele
vir. Enquanto isso, trabalhemos, e para tanto chamamos a ateno dos
espiritualistas de todo o mundo, para que dem servio s mos na
caridade, e que isso seja na sua expresso verdadeira de amor. Antes de
acender a luz no mundo exterior, erro de todos os aprendizes do
Evangelho, despertemos essa chama divina dentro do corao. De outra
forma no conheceremos a paz.         A cincia  uma diviso da
sabedoria muito elevada, da qual todos precisamos; todavia, ela, sem
amor, nada conseguir de bom. Sem o amor ela se perder em emaranhados
de difcil recuperao. A pergunta em pauta  se as molculas tm forma.
No sentido determinado dessa partcula, pelos homens descoberta e
batizada como molcula, a sua forma  transitria. O elemento primitivo
que vibra no seio da natureza, no constatado pelo homem, tem forma
determinada imutvel, por ser uma energia pulsante como elemento alm da
luz, como sendo a fonte desta.       A molcula fsica secundria, que 
formada de aglomeraes da primitiva, como podemos dizer, acmulos
atmicos, se renem por afinidade, na formao das segundas e por
determinao dos agentes altamente inteligentes da criao. Esses
elementos fazem e desfazem de acordo com as necessidades do ambiente,
das coisas, dos homens, e mesmo dos Espritos em servio na grande casa
de Deus.       A inteligncia com Jesus nos convida a estudarmos a
cincia dos pensamentos das aglomeraes de idias que a nossa mente
pode reunir no servio da caridade. Cada pensamento  uma molcula
secundria ao nosso dispor, formada por bilhes de outras, obedientes ao
nosso comando. Quando essa formao existir nas bases do amor,
receberemos de volta suas prprias vibraes, na compensao dos nossos
valores.       Conhecer a composio das formas materiais no ir nos
salvar dos infortnios que os descuidos geraram. A tranqilidade
imperturbvel surge na fonte do amor e da caridade, est na educao
ntima das criaturas de Deus. As trevas esto cheias de inteligncias e
cientistas de renome, sofrendo as conseqncias das suas invigilncias
acerca da cincia mal aplicada e do desenvolvimento mental mal dirigido.
Mas no existe um sequer, preso nas correntes inferiores, porque amou,
porque fez caridade e porque usou o bom senso na sua perfeita educao
espiritual.       Devemos conhecer, em primeiro lugar, a forma molecular
do amor, pois  ele que nos garante a paz de conscincia. 35 0035 / LE
Segredo do Espao       Em todos os lugares da criao de Deus existem
segredos. O segredo  a chama da esperana e nos d um motivo para
trabalhar, esperando o melhor e as mudanas, para a nossa felicidade.
Quantos perguntam se o espao  infinito, ou se limitado, e qual a
resposta mais inteligente? Certamente  dizer que o espao  infinito,
caso contrrio a pergunta seguinte ser mais difcil:  e depois do
limite, o que existe? Falando que  infinito, cessam as interrogaes
acerca da extenso do espao, porque a mente humana no e capaz, mesmo
com a razo mais apurada que seja, de perceber o que  o infinito.
Falta-lhe sentido para tal reconhecimento, valor esse muito comum nas
regies superiores onde residem os Espritos puros, formando a Grande
Fraternidade a servio do bem comum.       A humanidade vive em uma
pequena terra que, em comparao com a vastido infinita, nem existe,
pelo tamanho que pode apresentar diante da criao de Deus. Em torno
dela circula uma matria mais ou menos rarefeita, denominada ar, que
caminha com o planeta por onde quer que ele v, ajudando na sustentao
da vida no ambiente em que permanece. Esse ar  mais grosseiro,  mais
fsico, na medida que se aproxima mais da Terra, em grandes alturas ele
 mais sutil, mais apurado na sua estrutura. Ele, como  matria, est
preso pela lei da gravidade, como que entrelaado entre energia solar e
raios de luz que as estrelas despejam em todas as direes. E o espao
entre os mundos, onde no existe ar, est vazio? No, no existe vazio
na criao. O ter Csmico interpenetra tudo como agente da vida,
levando a mensagem de Deus em todos os rumos. Por ele  que se cumprem
todas as leis, onde se expressa a vontade do Soberano.       D para
deduzir que, se ns podemos constatar a matria invisvel na sua
dinmica de purificao, qual  a inteligncia que tudo isso organizou?
Se os maiores cientistas do mundo percebem uma mecnica universal
perfeita em todos os rumos, foi algum que a estruturou, pela feio
inteligente da criao da natureza!... Como negar a interveno de uma
sabedoria maior atrs de tudo que existe? E se existe Deus, ns tambm
existimos, e  isso que tentamos explicar e levar os homens a
compreender: a necessidade do intercmbio entre os Espritos
desencarnados e os encarnados, para que os segredos, ou alguns deles,
sejam desvendados, e, neste rasgar do vu de sis, quanto conforto no
aparecer na filosofia para o bem-estar das criaturas? Eis a misso da
Doutrina dos Espritos que, cada vez mais, cresce no mundo das formas,
induzindo os homens  modificao interior,  vivncia dos preceitos
ensinados e vividos por Jesus.       Se o espao  infinito, tudo 
infinito. O grande e o pequeno tm os mesmos valores.       E se ns
dissssemos que o grande e o pequeno so do mesmo tamanho? Isso confunde
de certa forma, as idias dos homens, levando-os a pensar, pelo menos
dentro do limite que a razo alcana. Se no h nem baixo, nem alto, as
distncias se confundem com o perto e o longe, e tudo que dizemos ser o
mal,  o bem que se aproxima da criatura. Por enquanto, estamos vivendo
em um mundo relativo, para depois entrarmos na vida eterna, na vida
absoluta.       Desejamos s criaturas que nos ouvem, que despertem os
valores, como luzes para os prprios caminhos. E que seja a f a semente
divina a nos levar para o maior entendimento das coisas necessrias, Os
segredos de Deus so igualmente infinitos, e pela nossa vontade e
esforo eles iro desabrochando diante de ns, em seqncias
interminveis. 36 0036 / LE O Vcuo No Existe       O nada, a prpria
palavra o indica, no existe. O que chamamos de vcuo , pois onde falta
o ar que tanto conhecemos, bafejando a velha Terra que habitamos,
servindo para manter a vida na carne.       Toda a criao  tomada pelo
ter Csmico, que no obedece  qumica ou fsica humana, nem to pouco
 mquina de suco, com que queiram retir-lo do seu campo.
Subordinado somente  vontade de Deus, no se submete a qualquer outra.
E se pudssemos retir-lo do ambiente em que vibra, certamente algum
perguntaria: o que ficaria depois disso?  segredo de Deus ainda no
desvendvel, que no iria em nada melhorar os homens, se estes pudessem
conhec-lo. Conhecers gradativamente, essa  a lei da evoluo que nos
cabe respeitar e agradecer a Deus.       Essa impetuosidade do ser
humano, de querer saber o que lhe escapa aos sentidos,  comum, na faixa
evolutiva em que se encontra a humanidade. As necessidades de
conhecimento exato daquilo de que se precisa so esquecidas, talvez por
convenincia, levando a conhecer a si mesmo, estudar suas prprias
reaes diante dos acontecimentos, livrar-se da persistncia em coisas
em que no se dever insistir e do condicionamento de idias inferiores.
Como conhecer as coisas mais profundas, se ainda h guerra em quase todo
o mundo, por simples pedaos de terra, por se sentirem feridos no
orgulho, ou por outros povos aceitarem ideologias diferentes? Por que
procurar a liberdade, sentindo obrigao poltica de tolher a dos
outros, usando a fora e a opresso? A poltica do futuro ser o
Socialismo Cristo, e no o carrancismo engendrado no orgulho,
mancomunado com o egosmo. O Cristo nos trouxe a melhor reforma, com uma
constituio universal em um punhado de palavras simples, na
profundidade do amor: o Evangelho, elo que poder unir todos os povos,
para que surja um s pastor e um s rebanho.      Sabemos somente de um
lugar onde existe o vcuo:  onde no existe amor,  onde faltam a
caridade, a justia e o perdo. A humanidade permanece em desgaste em
todo o mundo, por faltar-lhe o desprendimento. O egosmo empana nos
coraes todos os sentimentos de fraternidade, e a alma fica sufocada
sem poder respirar a esperana e sentir a luz do futuro promissor. O que
parece vazio para os homens de cincia, ao extrarem o ar, est ocupado
por fludos altamente sensveis, capazes de registrar at os pensamentos
com nitidez absoluta, e ainda gravar todos os sons e imagens emitidos, e
o mais interessante  que o poder do Esprito  to grande, que
igualmente consegue fazer na conscincia, a operao que se processa
nesse ter. Na conscincia profunda esto registrados todos os atos da
alma, de todas as suas vidas e, ainda mais, de todas as leis espirituais
que garantem a criao divina, existindo ali, em perfeita harmonia, a
presena do Criador. Este , sobretudo um segredo sobre o qual devemos
pensar, estudar e orar, para que possamos perceber alguma coisa nesse
sentido maior e dar incio a nossa prpria educao espiritual, aquela
parte que Deus nos outorgou fazer.         Convidamos os homens a
aumentarem a cota de amor nos coraes, a da disciplina na mente e a da
fraternidade nos sentimentos, cotas essas que no se podem comprar nos
supermercados, no so produzidas por mquinas, mesmo as mais
sofisticadas, nem so doadas por outros homens. Esse tesouro de luz 
despertado em cada corao, na luz do entendimento e do esforo prprio
da claridade de cada dia.               Se continuarmos no vcuo da
indiferena, no que tange a essas verdades espirituais, vamos ser
considerados mortos diante da vida, at que decidamos despertar para
ela, pela prpria vontade, na vontade de Deus. 37 0037 / LE Deus e o
Universo       O termo DEUS  a partida para todos os assuntos,  a
gnese de todo existir, e o universo  o seu trabalho,  o seu corpo
ciclpico que fala para todos ns, mais de perto, da grandeza do
Criador.       Deus  uma causa invisvel, mas real. Constatamos sua
existncia pela sua criao visvel, com o que apalpamos e enxergamos.
Crer em Deus  funo da inteligncia. A prpria cincia j no pode
andar mais sem a convico da existncia de uma fora superior que
conduz e sustenta todos, na maior expresso que se pode ser, O que a
histria universal nos oferece est fora dos limites da percepo comum
dos homens, os segredos, a cincia, a filosofia e a religio que se
constatam no saber so sobremaneira avanados no sistema que a sabedoria
nos expe para que possamos entender, ou comear a entender, os
primeiros passos da grandeza universal.        to amplo o campo de
conhecimento na Terra, que est para nascer nela um homem que conhea
todas as coisas em um s conjunto de sistema doutrinrio. As divises
existentes em tudo o que se sabe, so para facilitar a compreenso de
tudo que se quer aprender.  neste sentido que a medicina, o direito, a
mecnica, a religio e a prpria cultura se dividem em variadas
especialidades. Tudo se divide para ser melhor compreendido e
disseminado e para entendermos melhor. Se enchssemos um saco de letras
do alfabeto, nunca entenderamos o seu grande objetivo, ao passo que se
as ordenarmos com inteligncia, divididas na harmonia que a mente
determina, compreenderemos a sua incomparvel misso de instruir as
criaturas. Deus dividiu o seu saber pelas leis que determinou, e fez
nascer o universo.       Homem algum  capaz de alcanar, e mesmo
sentir, o que  a grandeza da vida universal. Mesmo da Terra, em que
estagia, a mente humana no tem condies para sentir a sua extenso,
visualizando as guas, os mares, as matas, as rvores, o ar, a luz, as
trevas, o fogo, os minerais, os animais e eles prprios, cada um com o
seu dever especfico de acordo com a sua misso e os seus limites. Para
tanto, os mesmos homens criaram as leis, e na intuio fizeram uma cpia
das leis naturais, no to perfeitas quanto elas, por no suportarem sua
harmonia, mas nessa cpia,  que podero viver mais ou menos em paz na
Terra que habitam por misericrdia de Deus.       O universo no  Deus,
no modo que muitos pensam ser. Ele est ligado ao Criador por fios que
desconhecemos, por enquanto, porm  obra das suas mos, na ternura do
seu magnnimo corao. Deus fez tudo em perfeita harmonia, por ter em
evidncia o atributo do Amor.  bom que comparemos as coisas da Terra,
no sentido de compreendermos a separao do Criador com as coisas
criadas, separao no sentido de entendermos que uma no pode ser a
mesma coisa que a outra.       Se no planeta em que vivemos no
existissem homens inteligentes, estaria tudo dentro do padro primitivo,
mas, como existem h milnios, os seres capacitados de razo,
encontramos grandes obras que revelam os criadores, porque, por si s
elas no se fazem.       Essa  a equao que devemos dominar, para
reconhecer a existncia de um Criador fora da criao, com a sua
personalidade diferente, com a sua existncia prpria, a fazer leis, a
construir mundos e sis, estrelas, galxias e universos sem conta, que
fogem  capacidade humana e mesmo s espirituais.       A mente do homem
 insignificante, em comparao com a mente divina, mas pode tornar-se
gigante, se ela for obediente aos preceitos organizados pela fonte
criadora. E, ainda mais, se o universo existisse de toda a eternidade,
como Deus, no poderia ser obra sua. E se ele est submetido s leis,
ele no tem vontade prpria qual Deus,  uma mecnica dirigida por uma
sabedoria, e esta  esse Deus de que falamos e que todos sentem na
profundeza da conscincia. 38 0038 / LE Criao do Universo       O
princpio da criao perde-se na noite da eternidade. Os sentidos
humanos, seno os espirituais, no alcanam as respostas que as coisas
podem dar, pelo estado de desintegrao, por lhes faltarem as qualidades
no registro mais profundo, da essncia mais sutil que tudo gravou desde
o amanhecer da vida.       As coisas, desde os tomos at os acmulos de
galxias, fazem-se e desfazem-se pela vontade divina, em uma ao
contnua, sem que haja princpio nem fim nas deliberaes humanas. Os
nmeros dominados pela inteligncia humana so fracos para essa contagem
de ordem transcendental, que somente opera nas linhas dos segredos de
Deus. Se queres saber como Deus criou o Universo, ters de estudar a
existncia da prpria criao e, enquanto isso no ocorre, deves
contentar-te com a inspirao de Moiss, na Gnese, que ainda vigora at
o presente momento: Faa-se a luz! E a luz foi feita. Gnese captulo
1, versculo 13.  muita pretenso dos homens, mesmo dos que transitam
na cincia, quererem compreender os detalhes do modo que usou a
Divindade, para que tudo surgisse na extenso infinita da vida.
Ainda estamos, homens e Espritos que viajamos com a Terra em torno do
Sol, nos primeiros degraus do entendimento espiritual, em relao a
tamanha profundidade de conhecer determinados arcanos da Luz. Para
compararmos com o entendimento humano e sermos compreendidos com maior
facilidade, diremos que Deus criou tudo o que se pode ver e o invisvel,
pela sua magnnima vontade e poderosa mente, capaz de tudo fazer pelo
seu querer. No entanto, essa maneira de expressar diminui o Criador,
nivelando-O com os homens.       Dentro dos homens escondem-se poderes
sobremodo grandiosos, dependendo de determinado desenvolvimento, que se
processa pelas mos do tempo e do esforo prprio, para aquisio do
Amor. Onde falta o Amor, estende-se a agenesia, desencadeando a morte,
sem a esperana que de novo surja a vida, a no ser quando volta o
cultivo da benevolncia nos rastros da caridade. Para que entendamos
melhor, observemos: se Deus  Amor, nada poder surgir sem ele, porque
no pode haver criao sem amor; portanto, somos filhos do Amor em todos
os rumos da vida, dentro da eternidade.       S podemos dizer que o
fsico  a condensao da antimatria, espalhada em estados diferentes
pela vastido infinita da criao. So fludos, no linguajar
espiritualista, que obedecem ao comando divino, para a divina formao
das diversas moradas da casa do Pai. Esses fludos j so composies de
outros mais sutis, que podem se perder nas nossas fracas dedues, e
precisar as datas das coisas criadas ainda no temos condies, por nos
faltarem meios que nos possam dar, pelo menos, certas diretrizes. A
Terra em que moras, onde pisas com firmeza e onde os prprios aparelhos
esto assentados, podes estuda-la examinando-a a olho nu, e at usando
sistemas sofisticados que a cincia pode produzir e, ainda assim, no
constatars com preciso a sua idade.       J vrias idades lhe foram
atribudas sem que pudessem acertar, como querer saber a idade do
universo? E se algum afirmar que ele no tem idade? A matemtica
espiritual confunde os homens, para lev-los a aceitar os primeiros
passos da senda, sem os caprichos da vaidade humana, de tudo saber e
querer explicar sem o entendimento preciso.       Se o universo foi
formado, conforme o entendimento humano, pelo amor, o nosso maior dever
 procurar estudar esse amor, nas linhas da sua pureza, para que
comecemos, seno criar, ao menos ajudar na criao do bem na Terra. 39
0039 / LE Formao dos Mundos        tamanho o interesse dos homens de
cincia em saber quando se deu a formao da Terra e de outros mundos
que bailam no espao csmico, que lutam com todas as possibilidades que
possuem, atravs da matemtica cientfica, da astronomia e do raciocnio
ilustrado na mais profunda lgica humana. Dentro da cincia da natureza,
esto extraviados, perdendo-se, muitas vezes, nas falsas somas de
sculos e bilhes de anos, na contagem do tempo de formao da prpria
casa em que moram. Clculos e mais clculos j foram feitos, e sempre
so ultrapassados por outros mais novos, e por mquinas mais
sofisticadas...       O Livro dos Espritos nos diz que os parcos
conhecimentos humanos esto longe das dedues acertadas, no domnio das
idades dos mundos, que se perdem na noite da eternidade. Somente o Amor
tem a capacidade da medio csmica, dentro dos padres universais
computados por Deus e estendidos na vastido infinita da sua criao.
Algum, interessado pela cincia h pouco tempo, bate a mo num bloco de
pedra, confabulando consigo mesmo: isso que toco com a mo e que posso
ver sem aparelhos  pura energia concentrada, por um poder que
desconheo Certamente que , todos os corpos materiais se condensaram.
Antes foram fludos imponderveis e, por vrios processos esses fludos
tornaram-se slidos, principalmente em se falando dos mundos e sis que
habitam o espao. O tempo determinado, calculado por medio  que por
agora escapa a razo, mesmo munida de aparelhos dos quais  portadora.
A energia disseminada por todo o universo se aglomera, no pelo acaso,
que no existe. Os fludos csmicos so dominados pelos engenheiros
siderais e esse ter  obediente s mentes destes grandes Espritos,
fazendo a princpio um campo de fora, e depois, a concentrao por
atrao magntica, de modo a formar a aglomerao de acordo com a
vontade espiritual. Certamente que no fica somente nisto. E uma cincia
de variaes proporcionais ao que se vai fazer, mas tudo  feito pela
determinao divina. Nada se faz ou se forma, sem que Deus determine,
sem a sua participao engenhosa e justa.       Estamos longe de saber
todos os pormenores da engenharia da criao, o esquema para surgimento,
por exemplo, de um Sol com sua famlia planetria. Deus conta, na
co-criao, com a participao de Espritos altamente evoludos que
trabalham na fundio e refundio de fludos para que, com o tempo de
bilhes e bilhes de anos, na mais perfeita harmonia, numa cadncia que
somente os anjos compreendem, vai se formando na tela csmica do espao
um simples sistema solar para que sirva de moradia e escola da mais alta
segurana espiritual. So recambiados ento, bilhes de almas de
variados lugares, mais ou menos em sintonia, para uma determinada
morada, que sempre  um ato de misericrdia.       Como j sabemos, os
mundos se formam por condensao de fludos altamente sensveis. Eles
so comandados, novamente afirmamos, por luminares siderais; entretanto,
o mais interessante  a educao das criaturas, que so as mesmas almas
revestidas de vrios corpos, para alcanar o despertamento espiritual e
que podem igualmente ajudar no preparo da retaguarda. Os problemas, as
dores e todos os tipos de infortnios ocorrem por falta de educao, por
desrespeito s leis espirituais.       Quando todos reconhecermos as
necessidades de harmonia em nossos passos, fazer-se- luz em nossos
coraes e tudo se tornar em paz, dando-se a formao de todas as
coisas, na mais perfeita harmonia, e  neste sentido que os mundos e
toda a mecnica universal, se encontram em perfeita ordem e justa
sintonia com o Criador.        claro que para trabalhar na formao dos
mundos  necessrio sabedoria, no entanto, no pode faltar a cincia do
Amor. 40 0040 / LE Viajantes Siderais       Tudo que existe tem
objetivos na rea do seu domnio. A ignorncia  que desmerece os
valores que correspondem ao objeto, na sua valiosa misso de ajudar,
mesmo que seja no silncio da prpria vida.       Aos cometas, a que
aqui nos referimos como viajantes siderais, foi dado um trabalho no
roteiro que lhes cabe passar, de purificao da matria. Isso  feito em
cadeia, deles desprendem algo em seqncia, por onde andam, para que o
prprio fludo, que se estende ao infinito, se transforme e se alinhe,
retornando s posies desejadas pelos engenheiros siderais, em plena
coerncia com a vontade maior, na formao, quando necessria, das genes
das prprias galxias.       Os semelhantes atraem semelhantes,  uma
lei universal. Quando se d o primeiro toque, pela vontade divina, o
resto se faz na vigilncia dos Espritos luminares, mas sob a lei dos
iguais. E quando a vida de um cometa chega ao trmino, ele  induzido,
se podemos usar esse termo, para os buracos negros, caldeires csmicos
de reformulao da matria. E o nada se perde, na expresso divina da
verdade espiritual.       H muitos que sempre perguntam a respeito da
influncia dos astros sobre todas as coisas e ns entendemos que nesta
hora deveremos falar alguma coisa que estiver ao nosso alcance.
Certamente que todos ns no escapamos das influncias astrais, e 
neste sentido que Jesus nos falou com propriedade nestes termos:
Conhecereis a verdade e ela vos libertar.       O Esprito altamente
evoludo influencia os astros e no  influenciado por eles, comanda os
astros e no  comandado por eles, domina os astros e no  dominado por
eles.       Essa  a verdade; todavia o magnetismo astral desprendido
dos corpos celestes tem o seu quinho de domnio em todos os reinos da
natureza, at o homem, se esse ainda no tiver condies de se libertar
pela verdade.       Vejamos: quando um cometa se aproxima da Terra,
causa muitos desastres ecolgicos na lavoura e pecuria. s vezes
desprende um magnetismo inferior por onde passa, atingindo os meridianos
terrenos, de sorte a perturbar o equilbrio da vida, O organismo humano,
igualmente,  afetado por esse viajante sideral, porque o corpo humano 
semelhante  Terra, como se fosse uma sua miniatura. O Esprito
conhecedor destas leis, mesmo encarnado, se defende por mtodos
inmeros, a sua prpria conduta formar um campo de fora de defesa em
torno de si, queimando esses resduos astrais pela fora do amor em
cadncia, criando como que uma rea viva de amparo em seu redor. A
caridade  um dos meios que nos ajuda a nos proteger destes inimigos
astrais. Tambm os cometas so chupes da poluio magntica:
descarregam a atmosfera do planeta situado em sua rota.       Estes
corpos celestes no vm somente com uma funo: como no nascemos na
Terra somente para procriarmos, nem somente para nos alimentarmos, somos
marcados pela lei para uma infinidade de coisas teis, objetivando o
aprimoramento espiritual, o despertamento para Deus.       No estamos
querendo esmorecer quem estuda os astros, certamente que no. Todo
estudo  nobre, desde quando tenhamos nobreza de sentimentos. A verdade
est em tudo palpitando, dependendo da sinceridade de cada criatura, em
se buscando o que lhe serve para aproximao da felicidade. Mas,  bom
que no nos esqueamos do estudo das leis espirituais, de procurarmos o
Esprito e a verdade, na condio de filhos de Deus, que o Senhor
darnos- a chave, para que possamos abrir as portas do saber e do amor.
Que possamos, no amanh, ser viajantes siderais, mas somente fazendo o
bem, com as marcas da eternidade. 41 0041 / LE Renovao       Tudo o
que existe renova-se no turbilho esquemtico do Criador. Tudo para o
qual foi estabelecido um princpio, sob as leis que regem a matria, tem
certamente um fim, na regncia das mesmas leis.       Entretanto, no que
tange ao Esprito, isso foge s nossas dedues, por no alcanarem elas
o princpio desta lei e ser movido o Esprito por outras que lhe
sustentam a vida, na vida de Deus.       Querer buscar os primrdios da
alma  querer se fazer entendido naquilo que no entendeu o suficiente,
explicar o inexplicvel e falar o que escapa  nossa razo. Se ainda
estamos comeando a estudar matria, como falar do Esprito, da maneira
que a vaidade especula? Constitui isso uma grande viagem, que apenas
estamos iniciando. Deus nada esconde de seus filhos, porm, ns outros 
que no temos capacidade de entendimento, para compreender o que se
encontra mais distante. Compete a ns avanar para sentir a verdade.
Nada se desfaz. As coisas se renovam e a renovao  o desfazer daquilo
que foi feito. O envelhecimento  lei por toda parte, e o que no
envelhece no pode morrer, O Esprito quando evoludo, quanto mais
velho, mais novo fica e esplende uma eterna juventude por dentro, as
suas modificaes no so propriamente renovaes, mas despertamento dos
valores que dormem em seu corao espiritual, cuja gnese e destino
desconhecemos. Somente somos conscientes de que em cada passo que
dermos, estaremos mais prximos da felicidade. No que esse bem-estar
universal esteja longe de ns: ns  que nos fazemos distantes dele,
pela nossa incapacidade. Tudo se encontra ao alcance das nossas mos,
dependendo apenas de conhecermos as vias do amor.       A matria,
quanto mais velha  velha da forma que tomou  mais se aproxima da
desintegrao. O Esprito, quanto mais velho  velho de despertamento
mais se integra na juventude, e a sua conscincia avana para o
infinito. A evoluo da alma , pois, sem limites, transcendendo os
limites que os homens compreendem.       Deus renova o mundo, como
renova os seres vivos respondem os Espritos a Allan Kardec. A
renovao dos seres vivos, na linguagem dos Espritos, so as mudanas
de corpos para o despertar da morada que vibra no seio da matria. No
que ela se desfaa como a forma fsica, retornando  energia no grande
suprimento, sem a conscincia no estado de ser.       A chama divina que
anima a matria, em qualquer posio evolutiva, sempre cresce.
Crescimento que falamos  despertamento dos valores depositados por
Deus, no corao daquilo que vive para sempre, no seio divino.  bom que
sejamos conscientes de que nada se acaba. No existe morte, nem para a
prpria matria, ela tambm tem sua ascenso, de escala a escala, e 
infinita a sua purificao. A sua evoluo, se assim podemos dizer, 
feita sob os cuidados dos luminares da eternidade, na vigilncia de
Deus.       Se queres saber do princpio de tudo que existe, mesmo da
matria que podes sentir e tocar, usar e mover para o teu bem-estar,
ouve: quanto mais avanares no estudo e nas dedues, quanto mais a
razo ampliar as tuas normas de conhecimento, chegars ao ponto de
declarar que quanto mais sabes, mais descobres que nada sabes da
genealogia dos segredos do Criador.       Os homens, mesmo os mais
entendidos so, em relao  Inteligncia Superior, menos do que a
matria em relao ao Esprito: esto dormindo em cima do livro do
saber, sendo analfabetos. No sabem nem ler nem compreender as lies
escritas por Deus, nas pginas da natureza.       Se queres compreender
as mudanas e transformaes de tudo e o despertamento do Esprito, o
porqu, necessrio se faz amar a Deus sobre todas as coisas e ao prximo
como a ti mesmo, esse  o princpio de toda a sabedoria humana e divina.
Se no te interessares pelo amor, continuars no centro da renovao
universal e do despertar interior, pelas conseqncias do tempo e do
espao, at que a voz da vida dentro de ti, grite pelos canais da dor, o
basta ao esquecimento das leis. Ento, passars a entender pelo
sofrimento, pela leitura dinmica da vida comears a ter o maior
respeito e a melhor vivncia com a harmonia, por encontrares as sendas
do amor verdadeiro pelo agente da agresso. 42 0042 / LE Idade dos
Mundos       No podes fazer avaliao daquilo que foge aos teus
sentidos. Podes sim, contornar os valores e perceber a grandeza da
criao de Deus, como estmulo para novos entendimentos.       As portas
so infinitas, como infinitos so os mundos. Entra por alguma, que
estars andando nos caminhos do saber, e a luz do entendimento
despertar o teu corao.       Circunstanciar as coisas  nosso dever,
desde quando no passemos dos limites traados pela nossa evoluo. A
sabedoria vem de uma semente que Deus colocou em nossa conscincia, que
o tempo faz florescer.       Bater s portas, estimulados pelo
progresso,  o nosso dever, porm, abri-las, compete a Deus, que nos
dirige e sustenta todos. Quando queremos saber o indecifrvel, surgir
uma trgua para que possamos pensar, porque a meditao colocar-nos- na
medida de compreendermos at onde podemos especular os segredos da
divindade.  para tanto que queremos falar sobre as possibilidades dos
conhecimentos, at onde eles podero auxiliar no servio do bem. A
verdade que no suportamos poder estragar nosso nimo e desviar o nosso
roteiro dos conhecimentos mais puros sobre todas as coisas.  como nos
diz Paulo de Tarso, quando se refere s crianas espirituais: Quando eu
era criana, tomava alimento de criana, quando passei a adulto, mudei
de alimento. O alimento da verdade segue esse mesmo trajeto. O
Esprito, quando est preparado, recebe uma verdade mais pura, por
suportar essa verdade.      A idade da formao dos mundos se encontra
distante do entendimento humano, porque foge ao tempo e ao espao,
escapa  matemtica terrestre e alcana as equaes espirituais, na
simplicidade pura, dentro da conjuntura divina. Os homens formaram uma
microcontagem, porque a sua vida gira dentro de acanhadas condies em
que eles suportam viver. Esses acanhados recursos no podero atingir os
valores maiores, circunscritos  Criao Maior. Todos j sabem que as
formas so aglomeraes de energias, e que a energia disseminada no
espao  de segregao da matria  so como que os dois tempos de
respirao da Divindade, tempo esse incontvel e inconcebvel pelos
processos humanos. Todos os clculos so falhos, porque com o tempo so
renovados.  o mesmo caso das teorias que a prtica sempre desmente. No
entanto, so caminhos que deves percorrer, que assinalam uma necessidade
de aprendizado, um princpio do saber que Deus favorece aos homens, no
alvorecer do despertamento espiritual.      Para que saber as idades dos
mundos, se ainda no descobrimos a idade do dio, gerado no corao do
ignorante? Para que saber do tempo que passou para se formar a prpria
Terra, se ainda no compreendemos como nasceu o cime, o egosmo e a
vaidade nos nossos prprios caminhos?      Lutemos primeiro contra essas
distores da personalidade, gastemos o tempo que for preciso na
desintegrao destes inconvenientes, comecemos a formar os mundos do bem
em nossos coraes e a contar o tempo para que o homem do amanh entenda
a idade do amor, para o despertamento das almas.       Na faixa
evolutiva da humanidade, pouco se pode dizer sobre certas verdades, pelo
condicionamento de regras estabelecidas no passado, na mente coletiva,
que ainda hoje vigora na literatura e na educao de todos os povos, O
que temos a dizer com muita freqncia  o que foi dito por Jesus. O
Evangelho mostra toda a cincia e filosofia que nos liberta,  passando
por ele que visualizamos as alturas que nos compete atingir. 43 0043 /
LE Os Seres Vivos       Os planetas do sistema solar so filhos do
grande astro, e  por essa afinidade que circulam em torno de sua
gnese, por vnculos  harmonia de onde vieram que, na profundidade da
palavra  Amor.       A Terra, nos seus primrdios, era como que uma luz
lquida a se solidificar, assegurada por fios invisveis que se chamam
gravidade. A temperatura elevada vem comprovar de onde ela veio, e ainda
resta no centro do planeta algo da fonte geradora, expelida para a
superfcie por alguns dos vulces ainda existentes em vrios pontos do
mundo.       O germe da vida foi colocado por Deus em toda a sua
formao, que passou a dormir no seu bero, esperando o vulo da
Divindade para dar incio  formao dos seres vivos, no planeta j
solidificado e refeito da grande confuso telrica. Chuvas e tempestades
assolaram toda a superfcie, milhares de anos consecutivos, na formao
dos mares, guardando no seu seio fecundo as guas, para que surgissem os
rios. Lenis e mais lenis de gua intercruzam-se nas entranhas da
Terra, conservando-se e esperando as necessidades humanas, como bnos
do Senhor.       E no cair das chuvas, outra chuva de fludos aconteceu,
processando-se a simbiose, para que os elementos primitivos pudessem
acasalar-se com o que estava chegando e a vida se expressar de variadas
formas. Foi no seio trmico dos oceanos que surgiram os primeiros passos
da vida na Terra, com o encontro dos dois elementos: fsico e
espiritual. Tudo isso idealizado e amparado pelos instrutores da vida
maior, sem perda de um segundo sequer, nas suas vises benfeitoras,
tendo o Cristo como Comandante da casa de Deus. O Mestre traou os
caminhos a seguir e ordenou a execuo, dando a sua magnnima
assistncia permanentemente.       Os seres vivos datam de bilhes de
anos, sem que possamos nos certificar da verdadeira data por nos
faltarem recursos para tais determinaes. Os agentes vivos foram se
agrupando por afinidade intrnseca, aparecendo os movimentos automticos
das formas unicelulares, que se dividiam dando nascimento a outras da
mesma espcie, pela fora do princpio espiritual. Eis que o progresso
dominou e vrios outros agrupamentos se processaram, sob a viso
espiritual, e formas variadas foram surgindo na extenso infinita das
guas, com a sua caracterstica de conservao e com o ambiente
necessrio  proliferao dos ensaios protozorios, rumo s vidas
aperfeioadas.       Nesta escalada evolutiva biolgica, onde a cincia
se perde na passagem da morada espiritual de corpo para corpo, sculos e
milnios se evaporaram como simples fumaa nas ventanias do tempo, e
surgiu como glria da prpria evoluo, o corpo humano, como o Cristo
idealizou antes que a Terra fosse. O corpo humano , pois, o retrato do
universo em miniatura, filho de bilhes de anos, pelo empuxo da prpria
vida, vida de Deus.       Estamos, aqui, dando apenas alguns traos dos
princpios dos seres vivos. O estudo  fascinante, entretanto, requer,
para acentuada compreenso, muito amor. Sem ele, a sabedoria se perde
nos labirintos das teorias. Convidamos todos os seres humanos que
desejam entender e pesquisar as coisas do passado, a dar as mos 
reforma ntima,  auto-anlise ao aprimoramento prprio. Somente por
esta porta podero entrar na escola divina dos conhecimentos da
genealogia dos seres vivos, para depois buscar, com mais segurana, os
caminhos do Esprito. 44 0044 / LE De Onde Vieram?       Os primeiros
pontos da formao dos seres vivos existiam latentes na prpria Terra,
esperando o momento oportuno para a sua proliferao, mas,  bom que
repitamos, em todo o processo de vida, em qualquer lugar no universo, os
seus primeiros impulsos so dados pelas inteligncias superiores que os
assistem em nome do Cristo, de Deus.       Desde os primrdios da sua
formao, no h vida espontnea no sentido imaginado pelos homens. A
espontaneidade  orientao dos Espritos superiores, pelas linhas das
leis espirituais criadas por Deus.       No poderemos deixar margem
para os que no queiram acreditar em Deus e nos Espritos que assistem e
amparam o processo em todos os lados. Nada se faz, mesmo que seja nos
mais distantes pontos do infinito, sem que haja a presena do Criador,
por intermdio dos Espritos superiores, obedecendo  sua vontade e
concretizando os seus objetivos.       De onde vieram para a terra, os
seres vivos? Esta  a pergunta feita aos Espritos superiores, e eles
responderam que a prpria Terra os tinha em germe, usando a mesma
linguagem humana da poca. Hoje, talvez falassem de maneira diferente,
no modo de expressar, pela evoluo da cincia, no entanto, as bases
seriam as mesmas. Ns poderemos dizer que dentro do corpo humano existem
os germes de vida biolgica, que so os espermatozides, mas eles, sem o
campo necessrio para a sua proliferao e, ainda mais, sem o encontro
com o vulo feminino, no gerariam vida fsica, sucedendo vidas. Mesmo
nesta simbiose altamente superior do encontro desses dois elementos
ultra-sensveis do homem e da mulher, inteligncias invisveis esto, em
nome de Deus, supervisionando a formao biolgica para a continuao da
espcie; todavia, o Esprito que ir comandar o corpo vem de Deus,  uma
inteligncia separada. A carne em forma humana  apenas instrumento da
luz espiritual, que se apodera de um corpo para a sua evoluo, no
despertamento dos valores da conscincia.       A Terra continha em
germe os espermatozides  ou vulos  em estado embrionrio e a Luz os
acordou, na feio divina das suas sensibilidades, para o encontro com
os elementos lanados pelos Espritos encarregados por Jesus, de dar
nascimento ou despertar a prpria vida, no comeo da vida no planeta.
Se queres saber de onde veio a vida, ela veio de Deus. E se queres saber
quem  Deus, torna-te como Ele, se puderes, que O conhecers. Ele  o
mistrio dos mistrios, que nos faz pensar e, pensando, nos sentimos
felizes por ter um Pai bom e justo e que sempre nos ama e nos oferta o
que h de melhor, para que possamos alcanar a felicidade.
Poderemos observar uma semente. Em lugar propcio poder se conservar
por centenas de anos sem se alterar e quando lanada ao solo cresce e
prospera como as outras, destacada do ambiente onde se formou. A vida
no precisa vir de lugar algum, ela j existe em toda parte, pelas
bnos dAquele que sempre foi e  a Fonte Doadora para todos ns.
Os seres humanos vivem fazendo teorias das coisas de Deus, at da sua
prpria conduta, e o tempo se esgota diante das grandes necessidades de
se melhorar moralmente. O trabalho  muito srio. Tudo que fizermos para
enganar, estaremos enganando a ns mesmos, porque para Deus ningum pode
mistificar.       O alarido que a cincia faz sobre a sabedoria divina 
para fazer esquecer os prprios desvios. Hoje, ela mesma j repudia a
arte de descobrir remdios para curar os enfermos, porque quanto mais os
faz, mais se estendem doenas e proliferam desequilbrios em todo o
campo orgnico e psquico. Ela, a cincia, quase perdeu o fio da meada
da harmonia, e se debate no turbilho de teorias, sem pelos menos,
descobrir as causas de muitas enfermidades. E se perguntam:  Que fazer?
Respondemos juntamente com a verdade: Amar!  cincia divina que a
humana esqueceu, ou de que se fez de esquecida. 45 0045 / LE Origem dos
Elementos       O germe de vida dormia no seio da Terra, na vastido dos
oceanos como semente de um fruto, e o princpio vital se encontrava 
merc dos Espritos, no estado de quintessncia. Quando conveniente,
eram lanados  Terra para que surgisse a vida fsica, a servir de
instrumento ao Esprito imortal. A escala das formas  infinita. ,
pois, um longo caminho que a morada espiritual haver de percorrer, para
as devidas ascenses que lhe competem atingir, em busca da sua prpria
glria.       O corpo fsico  uma bno de Deus que, para chegar no
ponto em que se encontra, passou por inmeras etapas, alinhando coisas e
aperfeioando condies. Ainda continua em estado de ascenso, para que
no amanh possa servir a Espritos de alta linhagem espiritual, no
sentido de um maior aprimoramento dos seus prprios dons.       A
Suprema Inteligncia faz parte, como Criador, dos cmbios e recmbios de
tudo que existe. Ela est em todas as pulsaes do ter, como que a vida
que o sustenta. A cincia espiritual nos d uma abertura sobremodo
ampla, de sorte a nos fazer entender com mais plenitude os segredos da
prpria vida e a esperana cresce dentro dos nossos coraes, como que a
f no seu avano grandioso. O homem precisa muito mais da f do que do
prprio alimento, mas, no devemos entend-la como sendo coragem ideada
pela capacidade intelectual. A coragem, para ser f, haver de ser
disciplinada pelo Amor.       A vida na Terra no tem mais necessidade
de espontaneidade para surgir. Pelos processos estabelecidos nas formas
existentes, ela j encontra canais suficientes para sua formao
aprimorada, como a semente que j pode ser germinada pelo fruto e
resguardada por ele. No entanto, no podemos dizer que a vida no est
disseminada por toda parte. Est onde quer que toquemos com a ponta do
dedo, no universo. A h vida, h fora, a est Deus com todos os seus
recursos e possibilidades maiores.       Meu filho, se for do teu agrado
nos acompanhar nos nossos trabalhos, a nossa orientao  que podes
procurar os elementos morais do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo,
que tambm se encontra em toda parte, vibrando vida e fazendo viver onde
toca. Quando alcanares o conhece-te a ti mesmo, quando acalmares as
tempestades do teu mundo interno, quando tiveres o completo domnio das
tuas emoes inferiores, poders estudar os elementos de fora, que as
belezas exteriores aproximar-se-o do teu corao.       A Doutrina dos
Espritos , verdadeiramente, o Consolador Prometido; todavia, acima de
consolar, ela educa e instrui em todos os sentidos, despertando os
homens para a f, mas a f renovada, purificada pelo amor.        bom
que escutes mais uma vez, ou muitas vezes mais, que estamos no fim de um
ciclo evolutivo, que se encontra fechando, com grandes necessidades dos
homens, e ns fazemos coro neste aviso:  como que o ltimo clarim
tocando, para a modificao das criaturas, O objetivo maior  o Amor,
somente ele estabelece a harmonia em todos os nossos corpos, favorecendo
a paz em todos os coraes.       Grandes Espritos j esto vivendo na
atmosfera da Terra, para ficar mais perto da humanidade e ajud-la mais
diretamente, o tanto quanto puderem. Pedimos que os homens usem o
perdo, que deixem crescer a fraternidade em seus coraes, e que o amor
no falte nos seus sentimentos. Os primeiros esforos dependem das suas
decises! 46 0046 / LE Espontaneamente       A espontaneidade a que
necessariamente devemos nos referir  a de formao de animais mais
evoludos, e no a de surgimento de bactrias. J nos encontramos em um
mundo capaz de gerar pela espcie, dada  idade do planeta, na escala
dos mundos. A gerao espontnea  induzida por foras espirituais, ou
seja, os benfeitores da espiritualidade maior trabalham no seio bendito
da matria, para que esta alcance maiores valores e abra as comportas de
foras ativas, para estimular outros campos de vida, dentro da vida
natural.       Sejamos estudiosos. No percamos tempo. As oportunidades
so poucas e difceis no campo do aprendizado. Tudo o que resta depende
de ns porque Deus j fez a parte dEle, e sempre nos ajuda a empenharmos
na nossa. Como cruzar os braos? Problemas sempre existiram, infortnios
so presentes no caminho e a dor  o ajudante inesquecvel da
humanidade. O nosso dever  lutar com todas as foras, sem esquecer a f
que estimula o trabalho no bem.       A cincia desempenha um grande
papel na face da Terra, o progresso, de certa forma, assenta-se nela,
porque o saber, notadamente,  comandado pelos Espritos superiores que
Jesus colocou em vrias divises cientficas. Entretanto, a cincia do
futuro, nos campos que deve progredir, entrelaar-se- com a religio,
porm, com relao a esta ltima,  necessrio compreender seu
verdadeiro objetivo, que  o de levar a mensagem do Amor por onde
passar.       A espontaneidade pela qual deveremos nos interessar,
portanto,  aquela que nasce nos sentimentos e que se relaciona com os
valores correspondentes  fraternidade universal,  educao das
criaturas, enfim, ao aprimoramento da alma em tudo o que tange 
elevao espiritual.       A humanidade caminha sempre para frente, no
h retrocesso nas leis estabelecidas por Deus. H diversidade dos
caminhos que escolhemos, porm, todos eles nos levam igualmente 
perfeio espiritual. O tempo, cada vez mais, vai desaparecendo na pauta
das nossas cogitaes, e o espao perde a sua existncia, cedendo lugar
a outras modalidades de vida, com a seqncia evolutiva dos Espritos.
S espontneo para realizar a caridade nas divises que te compete
enriquecer, mas, deves te interessar mais pela caridade contigo mesmo.
Se parares para pensar um pouco, para fazer um auto-exame em tua vida,
percebers o quanto tens a fazer na correo de ti mesmo, e  o que deve
ser feito. O que vier a mais, sero conseqncias desse trabalho de luz.
Os maiores inimigos que te perseguem no esto fora, mas dentro,
dominando talvez os teus sentimentos. Os acontecimentos exteriores
apenas despertam o que mora no ntimo do corao. O valente  aquele que
teme a si mesmo, mas que sempre tem coragem para lutar contra as
prprias imperfeies e venc-las. No deves abandonar as corrigendas,
porque o campo de aperfeioamento  muito grande, e quando quiseres
deitar sementes que constroem e edifiquem, busca Jesus, recorre ao
imenso celeiro que  o Evangelho, porque a nossa paz depende de ns, de
nossa parte que est por fazer.       S espontneo na cordialidade.
Ningum poder viver sozinho. A vida  um entrelaamento de amor entre
as criaturas. Todas as vezes que esqueceres teu irmo em caminho, ou que
tiveres oportunidade de o ajudar e no o fizeres, retardars teus
prprios passos.       Queiramos ou no, somos todos entes interligados
uns aos outros, com as bnos de Deus. 47 0047 / LE Origem do Homem
O        corpo fsico certamente  filho da Terra, como  filho do
espao csmico, como  obra de Deus, que o estruturou pelas mos sbias
do Cristo. Nas vrias mensagens falamos sempre um pouco da formao do
homem-corpo, como falamos do homem-Esprito, os dois afinizando-se para
uma luta em comum. Tudo evolui no grande esquema de Deus.       O
corpo humano vem de priscas eras, de degrau a degrau, em uma subida
indescritvel no sistema de despertamento dos valores, aqueles talentos
espirituais que existem em tudo e desabrocham em todos os lugares em
busca de Deus. Nada existe morto no universo, tudo vive e tudo pulsa em
funo de engrandecer-se. O esquema do corpo humano foi feito h bilhes
de anos pelos engenheiros siderais. Foram marcados de etapa a etapa os
escales evolutivos, para que o Esprito pudesse despertar mais depressa
as qualidades que lhe dormem no fundo dalma. Tudo foi feito com a
perfeio dos que construram, faltando apenas o despertamento dos
valores.       A usina humana que serve ao Esprito imortal ainda tem
muito que melhorar, para que no amanh possa servir de instrumento a
Espritos altamente evoludos e, por vezes, tornar-se um corpo quase
fludico. Isso  trabalho do tempo, juntamente com o espao e os
esforos assinalados pelas inteligncias encarnadas e desencarnadas, que
trabalham na Terra       Podemos fazer uma fraca comparao, que serve
para certo esclarecimento: o espermatozide da Terra, acasalando-se com
o vulo do espao csmico, foi progredindo e avanando de transformao
em transformao, at chegar na marca do tempo, para nos mostrar a
beleza da vida onde o Esprito pudesse ingressar para novos
aprendizados, preso na vestimenta da carne. O corpo humano  uma glria
da natureza, correspondendo  ambio do Esprito para que este se
libertasse das condies grosseiras e abrisse os olhos  luz do sol
espiritual.       O homem veio da Terra, como no?  o homem-corpo, que
volta para ela, retornando  sua origem. O ser espiritual passa para o
mundo que lhe  prprio, em seqncia de fazer os cticos crerem em um
poder maior, que a tudo dirige na maior harmonia que se pode perceber.
Essa fora  o Deus de que todos falamos, e ao qual sempre pedimos as
bnos:  o Deus do Amor.       Se o corpo veio da Terra, encontra o
Esprito que veio de Deus, para uma misso grandiosa no enriquecimento
dos valores que correspondem aos encontros. Para tanto, existe a
reencarnao quantas vezes forem necessrias, at o trmino do curso que
lhes cabe fazer, envolvidos nos limites da matria. Concitamos a todos
que esto na Terra, dependendo dela para elevar-se, que aproveitem as
oportunidades. As condies de se educar so muito grandes e os meios de
aprendermos so favorveis. Principalmente no momento que atravessamos,
descem dos cus chuvas de livros ao toque da msica celestial, nos
mostrando como aprender, como servir, como entender, e como amar, nos
ajudando a libertar das peias da ignorncia. Os livros espritas so
cursos espirituais, como sendo a misericrdia divina, ajudando os homens
a compreenderem melhor a vida, aproveitando o tempo nas urdiduras do
espao. L, mas estuda, sem esquecer a aplicao no dia-a-dia. Pedimos a
Jesus que abenoe os teus esforos. 48 0048 / LE Aparecimento do Homem
At ento no podemos determinar a poca em que surgiu o homem na Terra,
bem como os seres vivos em geral. Essa data se perde nos arquivos da
natureza. Somente  dado revelar aos homens aquilo que se lhes pode
falar. A evoluo  um livro que vai se abrindo aos poucos, para aqueles
que crescem pela fora do progresso. O que se pode fazer  uma
estimativa, como sempre. A idade  como se fosse um registro humano, as
barreiras se interpem  vontade e nos perdemos nas nossas dedues.
Somente sabemos que o homem  o ser mais novo na casa terrestre. Ele ,
pois, a herana de gigantescos esforos da natureza, que vem subindo de
degrau a degrau, assinalando a sua posio como tipo aprimorado no
laboratrio da vida. Ns estamos em poca de ganhar tempo e fazer
crescer a fraternidade na Terra. Se nos empenharmos somente em conhecer
os primrdios dos nossos ancestrais, se somente nos preocuparmos com as
cincias que nos levam a conhecer o corpo somtico, diminuiremos os
nossos conhecimentos sobre a alma, dos quais tanto carecemos. Procuremos
estudar o Esprito e, por vezes, seus corpos que lhes servem de
instrumentos na grande jornada evolutiva. Que as outras cincias fiquem
para depois, depois que aprendermos a amar e a reconhecer a necessidade
de servir.       Quanto mais se descobrem remdios no mundo fsico, mais
surgem doenas e desequilbrios. Remdios podem servir para remediar as
situaes, enquanto no se conhece a verdadeira fonte dos infortnios. A
medicina oficial se esqueceu e ainda no tem condies para diagnosticar
as causas verdadeiras de todas as doenas, para ento encontrar o
remdio eficaz, de todas as enfermidades. Ser que no  melhor procurar
saber quando  que apareceu o dio na Terra? Iremos assombrar-nos com a
sua idade e esse medo nos levar a combat-lo pela raiz. Assim seria com
o cime, a inveja, a maledicncia, etc.       Todos sonhamos com um
paraso terrestre e espiritual, para ns e toda a humanidade, mas
esquecemos que esse paraso haver de ser conquistado, formado dentro de
ns, para que ele se enraze por fora. No podemos ser felizes com a
infelicidade alheia. Qualquer coisa que estivermos desperdiando,
provocar falta em algum lugar. O homem espiritualizado tem o dever de
orar, pedindo na splica a ajuda de Deus, para que ele possa fazer o que
deve ser feito.       Esse desequilbrio que notamos na economia de uma
nao, e certamente na Terra,  prova evidente dos desequilbrios das
criaturas. E o carma pesado, individual e coletivo, da humanidade. A
soluo  a mudana de costumes dos homens,  a transformao dos
conceitos da vida,  comear na grande escola que existe e que se chama
lar. Ele , pois a clula que pode garantir a harmonia de todos os
povos, se o Evangelho for vivido dentro dele. O culto do Evangelho no
lar  o primeiro passo para o despertamento espiritual. Ao nascer, a
criana recebe as primeiras sugestes do Amor atravs dos ensinamentos
do Cristo, e essa criana vai crescendo envolvida na dignidade e no
dever, no amor de uns para com os outros, dedicando-se  caridade por
onde passar. Encontraremos, ento, uma juventude esclarecida, com uma
viso maior do futuro. E neste regime poder aparecer o novo homem na
Terra, o homem de luz, que desconhece as trevas. As escolas que o
orientam so escolas de paz.       Depois que a Terra for transformada
na esperada terra da promisso, no haver mais guerras, nem fome, peste
ou contradies entre os homens. Tudo ser harmonia. A humanidade,
desfrutando a felicidade, perder essa ansiedade de querer saber o
impossvel. Somente desejar o que a prpria evoluo comportar. E o
homem verdadeiro comear a surgir, desde essa poca, na Terra. 49 0049
/ LE Do Grmen ao Homem       O aparecimento do homem na Terra no
aconteceu diretamente, do grmen a ele, sem as devidas escalas, sem as
variadas formas organizadas pelas inteligncias superiores. H um
progresso em tudo que existe, cuja fora vem de Deus, que comanda tudo
por intermdio de seus filhos maiores, encarregados do aperfeioamento
de todas as coisas.       Depois que os corpos, tanto dos homens quanto
dos animais de todas as ramificaes, tomam as posies desejadas, a
forma delineada pelos engenheiros siderais, neles mesmos contm a
semente da continuao da espcie, que prolifera em todas as direes.
Quem acredita na evoluo das espcies e estuda o assunto com
profundidade, passa a entender e sentir a mo divina, em todas as
nuances da vida.       J paraste para meditar na transformao de um
protozorio unicelular, pelas mos do tempo e de Deus, a se expressar em
um homem da atualidade? J pensaste tambm nos caminhos percorridos?
Todos os clculos de tempo feitos esto sujeitos a reparos, porque a
distncia  muito grande. E um verdadeiro mistrio, dentro dos mistrios
maiores.       Existem leis organizadas no universo, modificadas para
cada casa planetria, de acordo com a sua prpria evoluo, e essas leis
so vigiadas pelas inteligncias superiores, que as abrem em
misericrdia, quando necessrio, e impem a justia, quando  preciso. O
ningum recebe o que no merece e uma verdade absoluta em todas as
dimenses da vida, e  neste sentido que o Evangelho nos concita ao amor
e  caridade, na extenso infinita do bem, para que esse bem volte a ns
enriquecido pelas fulguraes da fraternidade. Quando temos de falar de
O Livro dos Espritos detalhadamente, como ocorre neste caso,
haveremos de repetir muitos assuntos e, nesta repetio, os valores so
aflorados, como que nos favorecendo a oportunidade de um aprendizado
mais seguro e um estudo mais amplo sobre os assuntos ventilados.       O
mar faz como que o papel de tero da Terra. As guas foram criadas sob a
superviso de Jesus Cristo, e nelas foi colocado algo divino que, pela
prpria natureza, pudesse desenvolver o incio da vida, para formas
aperfeioadas no decorrer do tempo. A forma humana era a desejada, para
que o Esprito encontrasse nela o instrumento para as suas grandes
experincias na Terra. E eis a, h muito tempo, em sociedades, os
homens avanando e progredindo na escalada que lhes  prpria,
cumprindo, assim, uma determinao de Deus.       Do grmen ao homem h
uma escalada que devemos todos estudar, examinar os nossos ancestrais,
mas  bom que no nos esqueamos do fundamento das nossas vidas, que 
Deus, cumprindo aquilo que Jesus nos pede: am-lo sobre todas as coisas
e ao prximo como a ns mesmos. Em tudo que fizermos sem Deus,
desaparece a estabilidade e os nossos esforos sero enfraquecidos. Se
ns procuramos a gnese de tudo que se refere  matria, porque no
buscarmos a nossa prpria genealogia, e reconhecer o Senhor como nosso
Pai que est nos Cus? Ele  que nos dirige todos, a quem devemos
obedincia. Ser-nos- de grande proveito entendermos as lies de Jesus
e procurarmos a vivncia do seu Evangelho.       O princpio do homem
est nos segredos de Deus, guardado na nossa conscincia profunda. Um
dia poderemos consult-la, sem perda e gasto de tempo. Antes disso,
procuremos melhorar as nossas condies morais e espirituais, aumentando
a nossa resistncia e alargando as nossas capacidades de trabalho e de
amor, que o amor verdadeiro nos salva de todas as imprudncias
passageiras dos nossos caminhos. Que Jesus nos abenoe. 50 0050 / LE O
Primeiro Homem       Vamos transcrever aqui a resposta dos Espritos a
Allan Kardec: No, aquele a quem chamais de Ado no foi o primeiro e
nem o nico a povoar a terra. Certamente que no foram Ado e Eva que
geraram a humanidade. Essas duas figuras apenas simbolizaram as razes
do povoamento da Terra. Ado, como grmen primitivo deitado nos
primeiros ensaios do globo, e Eva como o elemento que chegou depois dela
j resfriada, no ponto da fecundao. A Bblia nos d a notcia de Ado
e Eva, na linguagem alegrica, de forma que o tempo pudesse trazer
condies para as devidas interpretaes desse texto, como agora o faz a
Doutrina dos Espritos.       O surgimento do homem no planeta ocorreu
de forma coletiva, tanto assim que em todas as pocas deixaram registros
de sua passagem em vrias partes da Terra. Quando foram descobertas as
Amricas, j se encontravam nelas milhes de criaturas. De onde vieram?
So segredos que se perdem no tempo. J conheciam a flora, j faziam
casas e viviam da pesca. Reuniam-se em agrupamentos e tinham leis que
asseguravam a harmonia do conjunto. Eram conhecedores da justia e
tinham noo do respeito s outras tribos.       o homem surgiu na Terra
de uma escalada do progresso biolgico. Foi a sbia natureza quem
estruturou o corpo humano, sado da argila abenoada por Deus, que
trabalhou sem tempo ou espao, de degrau a degrau. O Cristo, no comando,
traou as diretrizes, organizou meios e determinou condies para que
aparecesse o Homem, na plenitude da vida, como prmio de todos os
esforos. E o mesmo Mestre se fez homem para experimentar as condies
que Ele mesmo se disps a realizar em benefcio de bilhes de Espritos.
A Terra  uma bno de Deus e a reencarnao  uma misericrdia da Luz
Maior, em favor daqueles que vieram da inconscincia para a luz da
razo.       Os corpos humanos apareceram qual os corpos dos animais de
todas as espcies, em avalanches, qual aparecem flores e frutos, como o
trigo na lavoura. No houve privilgio para que um aparecesse primeiro e
dele surgissem os outros. Ado pode ser um tronco de raa com vrios
outros. O ponto de vida dormiu na Terra, esperando o momento propcio
para acordar e crescer, e foi justamente no amanhecer, porque a luz que
veio de Deus fecundou a esperana na Terra, fazendo surgir o milagre da
vida em muitos lugares do planeta ao mesmo momento. H muitos segredos a
desvendar na face da casa terrena e eles sero conhecidos na medida em
que os homens estiverem preparados para tal.       J que ests dotado
de razo, que usas do raciocnio como instrumento para viveres melhor,
usa-o para o bem-estar espiritual, respeitando as leis que nos regem a
todos, que essas mesmas leis te asseguraro a paz. Vamos procurar saber
qual foi o primeiro homem, que nos ensinou os meios mais acertados para
a nossa libertao, que nos ensinou a conhecer a ns mesmos. Ele est
sempre em nosso meio, procurando morar em nossos coraes. Ele se fez
homem, como Ele mesmo diz, para nos mostrar a salvao. Ele  o
incomparvel Mestre dos mestres  Jesus, o Cristo de Deus. Ainda Ele 
desconhecido, pelo valor que tem dentre os homens. Para que possas
comparar a sua grandeza, basta analisar o que Ele mesmo falou: Antes que
a Terra fosse, eu era. Antes que fosse formada a Terra, Ele j era o
Cristo, dotado de todos os poderes para nos governar. E est governando
com Amor, que ainda no aprendemos a retribuir.       A nossa gratido
por Ele deve ser grande em todos os sentidos, e que Deus possa nos
ajudar a compreend-lo, pelo que dispomos de sentimentos no corao. Que
Deus nos abenoe a todos. 51 0051 / LE Tronco de Raa       Espalhou-se
como um raio dentre as comunidades terrestres a idia que Ado foi o
primeiro homem da Terra, e isso serviu para explicar aos ansiosos por
notcias, a genealogia das criaturas, mesmo porque a verdade no seria
bem entendida, dada  capacidade das pessoas da poca. Ainda hoje, nos
dias em que estamos escrevendo, onde o progresso j atingiu alturas
quase inconcebveis, no se pode dar certas notcias sobre os segredos
da natureza e, certamente, sobre o princpio das coisas, nos seus
mnimos detalhes. Se falta preparo mesmo entre os conhecidos como sbios
na Terra, o que dizer h milnios?       A verdade  uma luz que se
manifesta em seqncia, de acordo com a evoluo da prpria humanidade.
Em particular, entretanto, h muitos homens que a conhecem com mais
profundidade, recolhendo aqui e ali, em diversos pergaminhos, mesmo pelo
processo sutil da intuio espiritual.  fora daquela frase muito
conhecida entre os iniciados: Quando o discpulo est pronto, o mestre
aparece, ou ento, Quando o estudante est preparado, o conhecimento
surge.       Se todas as fontes afirmassem, ou mesmo os Espritos, a
Allan Kardec, que verdadeiramente Ado foi o primeiro homem a aparecer
na Terra, viria pela lgica outra pergunta: E como surgiu Ado? Agora,
no sculo vinte, at o pblico responderia de maneira evasiva, para
fugir ao problema, esquecendo as responsabilidades.       A natureza no
precisa desses saltos. Se Deus o quisesse, at que poderia, mas Ele
criou tudo para andar numa marcha harmoniosa, passo a passo, granjeando
valores e expandindo condies, enriquecendo a conscincia e
desabrochando os dons espirituais sem violncia. No podemos negar as
trocas de experincias de mundos a mundos, porque so todas as
casas-famlias ligadas por fortes elos de amor, porm, no caso da Terra,
o surgimento do homem foi evoluo da espcie. Todavia, no devemos nos
esquecer da assistncia dos Espritos superiores no empuxo evolutivo de
tudo que existe na Terra e no universo.       O homem do futuro viajar
de mundos a mundos, desde quando tenha ordens superiores para isso.
Ainda falta descobrir alguns segredos, no que tange a combustveis na
expresso de fludos que podero colher, onde quer que seja. A mente 
um dnamo poderosssimo, que a nada se compara em se falando da cincia
da Terra. Ela  fora do Esprito, que pode dinamizar muitas dimenses e
suspender qualquer aparelho no cosmo, sem se impressionar com tamanhos.
O primeiro passo  a educao do homem, na disciplina que o leva  paz.
Por enquanto, o Esprito belicoso dos seres terrestres domina os seus
prprios valores, fazendo-os esquecer a fraternidade, como luz da
prpria felicidade.       Vamos pensar em Ado como um tronco de raa, e
no como o primeiro homem surgido no globo terrestre, esquecendo a
probabilidade de sermos visitados por homens extraterrestres, coisa que
no amanh podero fazer, operar essas visitas de cordialidade e troca de
valores conquistados. Mas, antes disso, desse amanhecer vitorioso,  de
regra espiritual que preparemos os coraes para os grandes encontros
das vrias famlias das casas de Deus.       A Terra est subindo, de
degrau a degrau. O tempo passa e somente o que fica de p  a verdade,
que tem a fora e a luz para nos clarear e libertar todos. No importa
que alguns no acreditem no progresso, ele  fora de Deus que no
depende dos homens. O homem primitivo no iria acreditar se algum, na
sua poca, lhe falasse em transplante de rgos, ou que a criatura
poderia voar; no entanto, isso  hoje, uma realidade. O homem de hoje
ainda nega, quando se fala da restaurao da sade pela harmonia mental,
O homem de amanh vai gozar dessa faculdade e sentir, cada vez mais,
Deus palpitando em seu corao.       Pensemos em Ado, como nosso
irmo, filho do mesmo Deus, e no como aquele que nos deu origem. Fim
100
